Revista online sobre Cultura e Lifestyle
Edição Nº2, Dezembro, 2003

Mais Cumpli(Cidades)

Dia 18 de Dezembro, tem lugar na discoteca Lux em Lisboa mais uma noite de música de dança tendo como cúmplices de serviço, Peter Kruder e Rainer Trüby.

As (Cumpli)Cidades do Lux, irão trazer a Portugal dois dos mais importantes nomes da electrónica mundial numa noite que promete muito.

Peter Kruder

Berço de grandes compositores de música clássica, como Mozart, Haydn e Schoenberg, a Áustria agora exporta música electrónica. Um dos maiores nomes desta nova vaga de músicos austríacos é Peter Kruder. É quase impossível falar de Kruder sem referir o nome de Richard Dorfmeister.

Juntaram-se no início da década de 90, numa altura em que o beat do hip-hop deixava de ser um exclusivo dos rappers e em que se começou a prestar uma maior atenção ao breakbeat que provinha das ilhas britânicas. A dupla austríaca, combinando uma ambiência downtempo com elementos hip-hop e acid jazz, estrearam-se com o EP “G-Stoned”,que ficou conhecido não só pelo som em si, mas também pela capa, ao estilo Simon e Garfunkel.

O impacto foi imediato, especialmente no Reino Unido onde a importação de música do continente Europeu é bastante apreciada. Uma das faixas do EP de estreia que fez mais sucesso, “High Noon” foi bastante utilizada em set´s de DJ´s bastante famosos como é o caso de Gilles Peterson. A partir daí, a história da dupla está bem documentada em várias compilações. Trabalharam com a Ninja Tune e com a Compost Records, remixaram diversos artistas como por exemplo Bones thugs & harmony, Rockers Hifi, Lamb, Roni Size e Depeche Mode e actuaram em centenas de clubes espalhados por todos os cantos do mundo.

A colaboração na compilação “DJ Kicks” da editora alemã K7, foi o ponto de viragem da opinião das pessoas sobre o trabalho do duo. Se antes da participação eram considerados como heróis de uma tendência mais “underground”, após a compilação, tornaram-se celebridades para os media e para a imprensa em geral, conquistando assim milhares de fãs por todo o mundo.

A constante presença em vários clubes por todo o mundo bem como o projecto Tosca (iniciado por Dorfmeister) e remixes de artistas como Madonna, fazem desta dupla uma das mais badaladas e consagradas da actualidade e um símbolo da música electrónica e de Viena.

Rainer Trüby

Rainer iniciou a sua carreira num projecto alemão de Freiburg, designado por “A Forest Mighty Black”. Através deste projecto tornou-se num dos maiores compiladores de temas da electrónica mundial e foi responsável por compilações para várias editoras: “Root Down 99” (Nuphonic), “Talkin Jazz 3”, com Gilles Peterson (Talkin Loud) e “The Brazilian flavoured Glücklich”, 5 volumes para a Compost Records.

Depois da separação do projecto onde estava integrado, iniciou o seu próprio na Compost Records em colaboração com Christian Prommer e Roland Appel; os Trüby Trio. O projecto baseia-se no jazz, house e drum n’bass, servindo-se da música brasileira e de sons mais latinos como pano de fundo. Desde a sua formação em 1997, os Trüby Trio colaboraram com nomes bastante relevantes como por exemplo Nitin Sawhney, Peace Orchestra e Bebel Gilberto até que finalmente surgiu o primeiro trabalho em nome próprio do projecto; “Elevator Music”. Desde a sua edição, os Trüby Trio têm-no apresentado um pouco por todo o mundo, tendo passado por Portugal na última edição do Festival do Meco.

Mas Rainer Trüby é principalmente conhecido pelas suas qualidades como DJ. Já teve a oportunidade de actuar em todos os eventos mais importantes do mundo e está presente mensalmente no seu clube “Root Down” em Freiburg na Alemanha, onde já passaram nomes como Gilles Peterson, 4 Hero ou Kruder & Dorfmeister. É bastante respeitado no Reino Unido onde está presente regularmente nos maiores clubes de dança. Gilles Peterson já o considerou como seu DJ favorito e já esteve nomeado para melhor DJ na Alemanha.

Uma semana antes da actuação desta dupla, irá ser possível presenciar também no Lux, a um DJ-Set do alemão Rajko Muller, também conhecido por Isolee. Natural de Frankfurt, este produtor alemão é o responsável por um dos melhores temas “house” alguma vez produzido: “Beat mot Plage”. O seu primeiro registo de originais foi bastante importante na definição dos novos caminhos da  “House Music”. Muller é uma pessoa bastante isolada que não gosta de protagonismos e talvez seja por isso que consegue estar sempre um passo à frente dos outros produtores. Uma oportunidade única, dia 11 no Lux.



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