Alexander McQueen, o mais novo de seis irmãos de uma modesta família londrina, nasceu a 17 de março de 1969. A história da gata borralheira da moda começou muito cedo. McQueen fazia os vestidos das três irmãs quando ainda era criança e na altura já sabia que queria ser designer de moda. McQueer – assim lhe chamavam os colegas da escola – deixa os estudos aos 16 anos para poder ajudar a família e começa por trabalhar como aprendiz de alfaiate. Na Angels and Bermans, os famosos construtores de guarda-roupas para teatro e cinema especialistas em reproduções históricas, Mcqueen aprende as técnicas de modelação e corte do século XVI – são hoje a imagem de marca das peças que cria. O jovem designer trabalhou ainda com Koji Tatsuno e com Romeo Gigli, este último em Milão.
Em 1991, McQueen dirige-se à Central Saint Martins College of Art and Design com o intuito de dar aulas de modelação. Ao apresentar o portfólio à directora do curso, esta convenceu-o a inscrever-se como aluno. É então que aparece a fada madrinha na vida de Mcqueen. A colecção com que conclui o curso é comprada na íntegra pela influente editora e ícone de moda Isabella Blow, facto que suscitou o interesse da imprensa especializada. “Foi a imprensa que começou tudo isto, eu só alinhei no jogo”.
McQueen lancou a sua marca em 1992 e apenas quatro anos depois foi nomeado sucessor de John Galliano na direcção artística da casa Givenchy. A primeira colecção não foi bem sucedida, chegando o próprio a admitir à revista Vogue que a colecção era uma “merda”. No ano 2000 Mcqueen vende 51 por cento da sua marca ao grupo Gucci por não se encontrar satisfeito: reclamou castração criativa. Rescindiu então o contrato que o prendia ao grupo LVMH. “Foi uma fase muito traumatizante na minha vida. A moda é como a indústria da música – a atenção constante dos media cria muita pressão. Quando trabalhas para duas marcas diferentes acabas por ficar esquizofrénico.”
Entre 1996 e 2003 foi considerado por quatro vezes o melhor designer britânico de moda do ano. Em Julho de 2003 a Rainha de Inglaterra atribuiu-lhe o título de ‘A most Excellent Commander of the British Empire’ (CBE). Em Fevereiro de 2004, após a saída de Tom Ford da Yves Saint Laurent, foi-lhe oferecido o lugar de director criativo, proposta que recusou por querer concentrar-se na sua própria marca. Em 2006 lança a linha de jeanswear McQ.
Em 2008 abriu uma loja em Los Angeles, a terra das celebridades, e fez saber que entre os clientes não gostaria de ver Paris Hilton. “Se ela passar por aí, espero que continue o seu caminho. As pessoas que vestem McQueen fazem-no por que querem e não por que é hype”. Educadamente também declinou o convite a Victoria Beckam para um dos seus desfiles em Londres. “Trabalho para as pessoas que admiro e respeito.”
Uma das pessoas que o criador admira é Bjork. “Ela ouve tudo e todos, absorve as pessoas e é por isso que tem tantas ideias diferentes e brilhantes. Inspirou-me para uma colecção que fiz para a Givenchy com a capa de Homogenic. Só a maneira de ela falar inspira-me a pensar de forma diferente”, disse à revista Vogue em Setembro de 2009. A outra musa é Kate Moss, a quem Mcqueen fez um tributo no desfile de Outono/Inverno 2006. O último vestido da colecção foi apresentado através de um holograma no qual a modelo rodopiava ao som de violinos.
Mcqueen desenha as colecções de forma a servir o desfile. “Se eu não consigo visualizar o resultado final, então acho que não é possível a sua concretização. Se o desfile é opressivo e a colecção sufocante de alguma forma, isso vai afectar as formas.“ No entanto, o criador vê a colecção e o desfile como duas partes distintas de um mesmo espectáculo, em que um não pode ofuscar o outro. Além de ser um grande designer de moda, o que realmente impressiona em Mcqueen é o seu sentido de entertenimento. Há uma forte componente teatral nos desfiles que faz com que Mcqueen pareça um coreógrafo que faz roupa para os seus próprios espectáculos.
www.mcq-alexandermcqueen.com
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