Nascido em Norfolk, Inglaterra, estuda actualmente Produção Musical no College of Art and Design de Reading e, com apenas 22 anos, tornou-se, ao longo dos últimos 2 anos, num dos nomes mais falados no background da música electrónica.
À semelhança de John Dahlbäck, este parece ser um exemplo de como a idade não constitui uma barreira quando existe qualidade. Esta precocidade talvez seja explicada pela cada vez maior facilidade de acesso a meios técnicos que possibilitam a criação electrónica, mas deixar marca é algo que não está ao alcance de todos.
Ser ouvido no momento certo pela pessoa certa é essencial e isso verificou-se em 2003 quando lhe foi dada a oportunidade por James Holden (através da sua editora Border Comunity) de lançar o 12” Outhouse. A sorte de principiante ou o Fluke, como gosta de afirmar, manteve-se um ano depois, com “The Sky was Pink” (12”), passando aí de esperança a confirmação; editando “Watlington Street EP” pela americana Saw Recordings acaba por entrar no catálogo da prestigiada Traum em 2005 com o EP “Dínamo”.
Lisboa vai ser ponto de paragem depois de passagens no festival “I Love Techno” (Ghent) e na noite “Bugged Out” do club The End, em Londres. Raramente actuando como DJ, actividade que reserva para um nível mais lúdico, trará consigo o seu fiel Laptop que, juntamente com o teclado, constitui a base de toda a sua criação.
Sonoridades de espectro minimal, mas com potencial explosivo é o que se pode esperar da actuação de Fake, pois a acalmia de certos temas – como a recente edição de uma versão da natalícia «Silent Night» (7”) – pode ser bem enganadora.
www.nathanfake.co.uk
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