A reportagem e entrevista em vídeo
Originais, têm em “Parasol” o disco que promete fazer matutar quem o ouve e patrocinar um indie bacano. Repleto de tendências algo alienígenas, o novo disco dos dois rapazes da capital esfrega-se numa brasilireidade promissora.
Julie & The Carjackers chega a cogitar a memória de Bonnie & Clyde, auspiciando alcançar um carácter “pejorativo” e que lhes confira “credibilidade” ao nome alcançado entre um Licor Beirão e o simples molhar de lábios apreciador de tal ensejo.
Era meia-noite, batia a última das 12 badaladas do dia 4 de Fevereiro quando o feitiço da Cinderela se quebrou, mas mais importante que isso – Julie & The Carjackers apresentaram o álbum de estreia, o resplandecente “Parasol”, no Café Concerto do CC Vila Flor.
Com uma abordagem indie folk, onde os sonhos se cruzaram com os clássicos, a banda de João Correia e Bruno Pernadas cativou o seu público fazendo-se valer, tanto da melodia, como das harmonias e texturas que delinearam, usando transversalmente cenários sónicos que evidenciaram a sua arte de bem-fazer música.
Como a própria banda demonstra, “neste novo disco as canções dos Julie & The Carjackers surgem mais sofisticadas, com arranjos mais ricos e instrumentação mais complexa.” Isto porque, “Parasol mistura vários ambientes sonoros” e faz uso da diversidade instrumental duma maneira mais autêntica que o comum. Marimba, flauta, flugelhorn, trombone, guitarras, percussões variadas e múltiplos teclados deram o mote desta mesma multiplicidade instrumental.
A familiaridade deste local misturou-se com o intimismo do álbum da banda, dando-lhe um carácter inédito e amamentando uma simbiose perfeita entre a calmia sonora do disco e a “barulheira” do formato ao vivo. Formato esse que conta com a participação de quatro elementos que acrescentam a vivacidade imprescindível para a tal “barulheira”.
Vejam a reportagem, com entrevista, aqui. Vídeo de Nuno Beirão.
www.myspace.com/juliethecarjackers
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