A zona do castelo em Lisboa tem-se tornado um pólo dinamizador da noite de Lisboa. Mas não são só os bares que fazem desta zona de Lisboa umas das mais frequentadas pelos alfacinhas. O Teatro Taborda é um local de culto para quem está atento às novidades teatrais e um espaço que tem sido da responsabilidade dos Artistas Unidos.
Uma das propostas em cena no Teatro Taborda durante o mês de Maio é T1, o primeiro original de José Maria Vieira Mendes que fecha um círculo iniciado com “Dois Homens”, um monólogo de Kafka.
T1 parte de uma regra antiga do teatro, a unidade de lugar: uma casa, três portas, quatro personagens que entram e saem, que se encontram e se despedem, bebem e falam. O palco – embora imóvel como quase todos os palcos - é um lugar instável. Sem mudanças de cena, diante dos nossos olhos, veremos como uma sala pode esconder outra e outra, e ainda outra. Basta acreditar nas histórias daquelas personagens.
Foi esta ideia de transformação e de mutação que serviram de mote para a escrita desta peça. Nas notas de apresentação de T1, José Maria Vieira Mendes explica o que pretendia com esta peça: “Quis uma peça que contasse a história de um cenário que começa com uma forma e acaba com outra, mas cuja mudança não fosse dada a ver, antes fosse sugerida. Assim, contém o palco o fim já no princípio. Se nos distanciarmos, apercebemo-nos da ilusão, se nos mantivermos fiéis à ficção, acreditamos”.
Encenado por Jorge Silva Melo, com a assistência de João Meireles e Américo Silva e com a interpretação de Joana Bárcia, António Simão, Pedro Carraca e Miguel Borges, nos quatro papéis principais, T1 estreia dia 6 de Maio e irá manter-se em cena até dia 30.
www.artistasunidos.pt
www.ebahl.pt/taborda
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