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“A Livreira Anarquista”

(Des)Atendimento Público

O atendimento ao público pode ser uma coisa linda. Actuais e ex-praticantes ou, simplesmente, espectadores ocasionais de lugares mais ou menos aprazíveis como Serviços de Finanças ou Supermercados, foram já certamente surpreendidos com conversas que parecem ter sido inventadas por um membro dos Monthy Python ou um filósofo a viver uma crise de meia-idade.

A Livreira Anarquista é, desde há cerca de nove anos, uma praticante do atendimento ao público num dos locais mais propícios ao nascimento da comicidade: uma Livraria. Desse contacto diário – e muitas vezes surreal – nasceu um blogue que, recentemente, foi transformado em livro, relatando alguns desses fragmentos de conversa que parecem ter ocorrido algures na Quinta Dimensão.

No livro encontramos o esboço de um “manual de instruções para utilizar um livreiro”, perguntas básicas como «o que é que tem que se leia?», reviravoltas gramaticais inesperadas – como a troca do prefácio pelo presságio – confusões de índole religiosa – Será Burda ou Buda? – ou pedidos que não escondem uma pequena dose de ilegalidade – «a menina podia fazer-me o favor de assinar este livro como se fosse a autora?».

De forma a manter a sanidade, e muito provavelmente o corpinho inteiro, a Livreira Anarquista mantém um confortável anonimato. Sabe-se que nasceu em finais do século XX numa cidade portuguesa, que faz parte das estimadas 3% de mulheres daltónicas do planeta e que tem três irmãos, dois gatos e um namorado, o que não ajuda muito a quem quiser descobrir este pequeno segredo. Da próxima vez que visitar uma livraria, tenha muito cuidado com aquilo que diz.

Uma edição Bertrand Editora



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