“A Mecânica do Coração” | Mathias Malzieu

“A Mecânica do Coração” | Mathias Malzieu

My dicky ticker!

Na série “Allo Allo!”, quando assediado de perto por mulheres dominadoras e bastante decididas, René François Artois saltava o seu grito de Ipiranga antes de se atirar de cabeça: “My dicky ticker!” – que é, como quem diz, “espero que o coração aguente”. Em “A Mecânica do Coração”, livro de Mathias Malzieu, há também um coração que recebeu um autocolante onde se lê “frágil, manusear com cuidado”.

Jack nasce no ano de 1874, na cidade de Edimburgo, com o coração congelado. Com uma arte superior situada entre o espírito de relojoeiro e a precisão de um cirurgião, a Dra. Madeleine consegue salvar-lhe a vida instalando-lhe um relógio de madeira no peito para ajudar o coração a funcionar. Há apenas um senão: terá de se proteger das sobrecargas emocionais, deixando de lado a raiva e, sobretudo, o amor. A vida, porém, é cheia de surpresas. Quando Jack sai pela primeira vez e dá de caras (e ouvidos) com uma pequena cantora, o cuco que habita dentro de si manifesta-se perante a primeira e arrebatadora visão do amor. Disposto a arriscar que o tempo – ou o coração – pare, Jack empreende uma viagem até à Andaluzia para se entregar a um amor onde tudo está em aberto.

"A Mecânica do Coração"

Numa prosa que se lê como poesia, Mathias Malziey apresenta o amor pintado com as cores da fábula e do imaginário, revelando tudo aquilo que o move e destrói. Caso Tim Burton ande à procura de mais um livro para adaptar ao Cinema, não precisa de procurar mais. Há aqui matéria para um novo “Eduardo Mãos de Tesoura”.

Uma edição contraponto



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