“Caríssimas 40 Canções. Sérgio Godinho e as Canções dos Outros”

“Caríssimas 40 Canções. Sérgio Godinho e as Canções dos Outros”

Um livro para escutar da primeira à última faixa

Há livros que, quando nos chegam às mãos, se tornam difíceis de largar, portando-se como ímanes travessos. “Caríssimas 40 Canções. Sérgio Godinho e as Canções dos Outros” é um desses objectos de culto, muito por culpa de um acabamento cuidado – desde o tipo de papel ao cortante arredondado dos cantos –, umas ilustrações fantásticas de Nuno Saraiva – num tricolor branco-amarelo-preto – e um tipo de escrita que nos transporta ao interior de cada um dos temas, como se fôssemos turistas de primeira classe numa viagem no tempo.

O livro reúne crónicas semanais escritas por Sérgio Godinho no jornal Expresso quando, em 2011, celebrava 40 anos da boa vida de escrever canções. Nele encontramos os vampiros de Zeca Afonso, damos de caras com a gente estranha que rodeava os Doors, ouvimos uma recriação do hino norte-americano por Paul Simon ou, reflexo de uma viagem a vários mundos que se faz num tiro, não escapamos a uma daquelas febres altas que costumavam assolar o corpo de Peggy Lee.

Nas palavras que precedem o ligar do gira-discos, Sérgio Godinho diz tratarem-se de “Canções intrigantes, desafiantes, inesperadas formas de exprimir conteúdos, energias vitais porque criativas, e criativas porque vitais”. E é de forma íntima que Sérgio Godinho nos serve estas 40 canções, seja para nos falar da sua ligação pessoal a um tema seja para contar um episódio marcante que se esconde por detrás dos versos.

Fica um conselho. Comprem o livro e leiam-no de um sopro e em silêncio. Depois, antes da segunda leitura – e das seguintes -, comprem os discos numa loja à antiga – daquelas onde se encontra ainda as belas rodelas de vinil – ou, se quiserem poupar nas deslocações, fiquem-se pelo youtube. Porque este é um livro para ser lido e ouvido, despertando a vontade de descobrir – ou revisitar – um passado musical onde se escondem verdadeiros achados.

Uma edição abysmo



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