Festa do Cinema Italiano 2014 – Reportagem

Festa do Cinema Italiano 2014 – Reportagem

Tudo o que se passou na Festa que trouxe o melhor cinema italiano à capital

Nota: Podem encontrar aqui o artigo sobre o filme que inaugurou a edição deste ano da Festa do Cinema Italiano

 

Segundo dia

O segundo dia do 8 ½ Festa do Cinema Italiano ficou marcado se ter dado início à Secção Competitiva e à Altre Vision e por mais um serão na companhia da Secção Panorama. Pelo meio, alguns foram aqueles que tiveram tempo para se deixar deliciar com um Cine-Jantar acompanhado por um clássico de 1972 de Bernado Bertolucci.

 

Competitiva

O primeiro filme em competição apresentado foi L’arbitro de Paolo Zucca, uma comédia de humor negro que tem como ponto de partida a curta-metragem homónimo do realizador italiano. O realizador faz um retrato do estilo de vida do sul de Itália, recorrendo a personagens caricaturais. A sátira é então utilizada como arma de defesa em território hostil, onde barreiras mentais e condições socioculturais pontilham a confusão do protagonista. Embora marcante e constantemente divertido, tem todas as marcas de um filme que quis dar um passo maior que a perna. O filme entrelaça três histórias de diferentes tons e com um resultado final bastante desigual. A original, a de um jovem árbitro cuja obstinada ambição e ingenuidade, tem alguns acenos cómicos a Berkeley. Filmado a preto e branco para dar um sentido de intemporalidade (é de facto difícil de dizer a altura certa em que tudo isto acontecer), muitas vezes é visualmente deslumbrante, com vista sobre as amplas paisagens áridas da sardenha e, ainda assim, com um lado campestre à la Pasolini.

Ainda no segundo dia do 8 ½ foi apresentado Salvo de Antonio Piazza e Fabio Grassadonia.

Não há nada como um filme que retrata a máfia italiana. Por si só são puramente cinemático, onde tudo é estilo, sexo e masculinidade. O filme da dupla de realizadores não é excepção a esta regra, tendo todas as características de um emocionante e moderno thriller que transporta um certo lado atemporal. O filme é essencialmente sobre comunicação, mas onde os protagonistas pouco parecem querer falar. Os realizadores parecem obcecados pelo lado físico, pelo magnetismo entre dois corpos, a brutalidade de um assassinato. Escusado será dizer que o trabalho de fotografia em muito ajuda a obter o resultado desejado. Dos caminhos tortuosos aos prados ondulantes, cada quadro é iluminada de forma exímia. Dizer que o filme se arrasta de forma lenta e pesarosa é mero eufemismo. O que poderia ser uma cena de poucos segundos dura minutos. O argumento recorrer a formas de distracção face ao seu problema maior, falta de substância. No fim, levamos mais connosco quando vamos ver o filme do que trazemos.

 

Altre-Vision

A secção que dá espaço às obras audaciosas quer pela sua abordagem estética, quer pelo desenvolvimento de uma poética singular começou ao fim da tarde com Materia oscura de Massimo D’Anolfi e Martina Parenti e terminou com Oltre il guado de Lorenzo Bianchini (comentário sobre o mesmo incluído na análise do terceiro dia do 8 ½).

A longa-metragem da dupla de realizadores italianos adopta um estilo não-intervencionista que actualmente se encontra muito em voga no cinema documental. O objectivo inicial era criar um retrato do Polígono Experimental de Santo di Quirra, a maior base de testes de mísseis na Europa, que está situado na costa da Sardenha e tem sido usado para testar armamento de ponta desde 1956.

Ao longo dos seus oitenta minutos de duração existem escassas referências às implicações políticas face o uso de campos militares para tais fins. A ênfase neste filme recaí nos efeitos ecológicos imediatos e indirectos, sem nunca acabar por desenvolver uma questão convincente sobre o assunto. A preocupação parece estar em apenas criar uma janela indiscreta para algumas ideias perturbadoras e não na criação de uma permuta de factos e dados sobre a base militar. Algumas imagens focam sinais de proibição, tornando o filme numa conflagração contínua em relação aos mesmos. Muitos serão aqueles que no fim se questionarão em relação ao compromisso dos envolvidos, pois se a idéia inicial era a de chamar a atenção não só para a paisagem traiçoeira, como para os desagradáveis aspectos subjacentes à mesma, para quê limitar-se a algo meramente expositivo?

 

 Terceiro dia

O terceiro dia do 8 ½ Festa do Cinema Italiano ficou marcado em grande parte pelo Ciclo Il Corto e pela secção Focus, que se dedicou a prestar uma homenagem ao Giffoni Film Festival, o mais importante evento dedicado ao cinema para a infância a nível mundial. Houve ainda tempo para algum Italiano para principiantes e para uma retrospectiva inédita dedicada a Mario Bava, autor emblemático da história do Cinema Italiano e internacional, em ocasião do centenário do seu nascimento.

Competitiva

La prima neve de Andrea Segre é um filme sobre como lidar com a perda e a aceitação da morte. De uma forma ou de outra, ambos os protagonistas têm os seus sentimentos recalcados e é apenas quando comecem a falar um com o outro, por entre o consolo da natureza tranquila dos Alpes e pelos simples prazeres de ofício, que se permitem realmente sofrer. A paisagem natural é de cortar a respiração e é capturada como sendo parte integrante do filme, como sendo um actor secundário. Árvores balançando ao vento, montanhas tranquilas. Uma beleza transcendente sustentada por uma banda sonora marcada pelo uso do acordeão. O filme é uma experiencia comovente sem esforço aparente, que envolve a humanidade que nos convida a submergir em duas vidas contrastantes marcadas pela perda.

Zoran, il mio nipote scemo de Matteo Oleotto remete-nos para a tradição clássica de filmes com parelhas estranhas. Toda a animosidade antecipada deste insólito duo é transformada em afecto à medida que ensinam um ao outro lições importantes. O realizador não apresenta nada de novo ao género, optando por ir directo ao que realmente importa, abraçado tudo o que de bom existe subjacente ao sentimentalismo presente no filme. É nesse exacto ponto que esta doce viagem italiana ganha vida. Desavergonhadamente evasivo, nunca ameaça criar problemas de convenção. A forma como as imagens são capturadas envoltas nas tonalidades da paisagem rural italiana eleva imediatamente o espírito do filme. Tecnicamente não faz do filme uma obra-prima, mas desenvolve um mundo agradável de se entrar. Giuseppe Battiston é notavelmente bom enquanto protagonista, nunca cedendo à tentação de fazer a sua personagem amável ou pantomímico. É apenas um homem sem charme que vivo imerso em bebida e que encara os desafios da via com puro desagrado. É por isso, que se torna ainda mais impressionante quando do nada ele demonstra uma pontinha de humanismo.

Panorama

Smetto quando voglio de Sydney Sibilia é um filme hilariante que subtilmente, mas não muito, crítica o modelo de ocupação italiana que levou muitos a tirarem pós-graduações e mestrados, mas que no fim não encontra solução alguma para a falta de emprego. Os jovens começam então a pensar em deixar o país e começam a ser duramente criticados. Este não é um filme sobre a fuga de cérebros, é um filme sobre a aplicação dos mesmos num mercado de trabalho que não tem espaço para todas as suas especializações. A estreia da realizadora está sustentada por um bom argumento de Valerio Attanasio e Andrew Garello, bem como pelo brilhantemente engraçado elenco.

 

 Quarto dia

Por entre aulas de italiano para principiantes e filmes das secções Competitiva e Altre Visioni, o quarto dia ficou marcado por uma homenagem a Mario Bava. A secção Amarcord apresenta uma retrospectiva inédita dedicada a Mario Bava, autor emblemático da história do Cinema Italiano e internacional, em ocasião do centenário do seu nascimento.

Altre Visioni

Oltre il guado de Lorenzo Bianchini não é um filme que agradará a todos. Diria mesmo, em tom de confissão, que não gostei muito do filme. No entanto, não posso deixar de o recomendar, especialmente aos verdadeiros apreciadores do género de terror. Trata-se de um objecto cinematográfico deveras arrepiante. A acção tenta a todo o custo estabelecer uma resolução final que nunca chega, fazendo com que a segunda parte do filme sofra de falta de ritmo. É nos dado suficientes indícios sobre a natureza do que ameaça o protagonista, para que em nós cresça uma curiosidade que nos faça quere saber mais. Apesar de ser um filme que não exija uma conclusão, existem fios narrativos que nunca se cruzam de forma significativa, tornando-se o resultado final uma espécie de provocação. Tendo estabelecido a lógico de um pesadelo estranho, o realizador termina o seu filme com a sensação de ter acordado muito antes do sonho ter acabado.

Competitiva

La mafia uccide solo d’estate (ganha convites aqui) de Pif (ou Pierfrancesco Diliberto) é a queda de um mito; a ridicularização de um mito. A máfia de Pif é diferente da retratada por Paolo Sorrentino em Il Divo, mesmo que a presença de Giulio Andreotti possa levantar comparações. Se a visão de Paolo Sorrentino era um meio de re-ler a figura grotesca do mito subjacente à máfia, a de Pif é usada para confundi a figura de poder. Sem grandes manipulações artística, a máfia e as suas vítimas aqui presentes ajuda a desenvolver um argumento onde o lado cómico se funde com o emocional, e onde a velocidade da acção, felizmente, cria o espaço certo para possíveis reflexões. Desta forma, p realizador prova ser muito mais que uma testemunha. O que se pode fazer mais do que nos protegermos através da aceitação silenciosa do mal? Neste filme, muito mais do que se aprender a reconhecer o mal, aprende-se a chamá-lo pelo seu nome.

O filme do realizador Carlo Zoratti, The Special Need, é o género de filme onde o expectador exige respostas de forma imediata, principalmente no que toca à ténue linha que separa o que é real e o que é ficção. O filme funciona enquanto forma de exploração do que as pessoas desejam. O protagonista pode apresentar uma deficiência, mas ele é pouco mais confuso sobre o sexo e o amor e sobre o que ele quer da vida, do que qualquer outro ser humano. As pessoas que o rodeia, mais tarde ou mais cedo, acabam por passar pelos seus próprios ataques dramáticos de incerteza, sem saberem se o que estão a fazer é ou não benéfico para Enea a longo prazo. Terá ele realmente pedido tudo aquilo ou era ele já suficientemente feliz? O ponto de partida apresenta-nos um protagonista interessante, com traços que nos levam a desenvolver empatia por ele. Salpicado com insinuações visuais e verbais, é um filme sobre desejos sexuais e a urgência de os saciar, mas não aborda nada disto de forma informativa. Há outros documentários sobre a temática bem mais detalhados e consequentes.

 

Quinto dia

A secção Amarcord contínuo a apresentar a sua retrospectiva inédita dedicada a Mario Bava, autor emblemático da história do Cinema Italiano e internacional, em ocasião do centenário do seu nascimento. A secção Paranorma contou com a exibição de Via Castellana Bandiera de Emma Dante.

Panorama

Via Castellana Bandiera de Emma Dante é a estreia promissora da cineasta, que anteriormente terá trabalhado em teatro. A maior parte do filme decorre na rua homónima ao título do filme, onde dois carros, provenientes de direcções opostas, ficam bloqueados na estreita rua. Tudo começa com uma imagem debaixo de água, uma metáfora para um dos temas do filme. Muito se encontra preso, a borbulhar, logo imediatamente abaixo da superfície. Há também uma sensação de claustrofobia, especialmente quando as duas protagonistas estão presas dentro dos seus carros. Imagens bonitas e marcantes, capturadas com precisão e uma atenção especial pelo detalhe. Uma imagem área sobre uma mulher de idade avança deitada sobre uma lápide e cercada de cães, define o tom desta comédia dramática. A simplicidade é a força do filme. Emma Dante desenvolve um bom argumento, tornando-se uma versão italiana e mais madura de Lena Dunham. O filme é marcado por um tom cómico, mas nunca deixa de ter momentos mais sérios onde as suas personagens garante que existe muito com que nos fascinarmos.

 

Sexto dia

O sexto dia ficou marcado por uma sessão especial no Hotel Tivoli na Avenida da Liberdade. Viaggio Sola de Maria Sole Tognazzi. A secção Il Corto voltou a fazer as delícias dos que estavam presentes no Cinema São Jorge.

Sessão Especial Tivoli

Com uma premissa simples, Maria Sole Tognazzi apresenta-nos Viaggio Sola, uma comédia dramática, que apesar de não ter grandes convulsões narrativas, consegue retratar com sensibilidade emocional suficiente a vida de uma mulher que ao chegar aos quarenta se depara com a sua dura realidade: não tem um lar, nem uma família para onde voltar ao final do dia. Inicialmente, muitos serão aqueles que irão afirmar que a história já foi mais que vista e ouvida, no entanto a realizador foge de quase todas as escolhas óbvias e o filme acaba por se tornar numa agradável surpresa. Liberdade e solidão, são os elementos chave desta reflexão sobre as mulheres e sobre os homens. O filme é uma reflexão sobre a humanidade que procura de forma incessante por uma redefinição num mundo onde é cada vez mais difícil mantermo-nos fiéis a nós próprios.

 

Sétimo dia

O sétimo dia começou com o lançamento de Para Isabel, o romance póstumo do escritor italiano Antonio Tabucchi. Seguiu-se a exibição especial do documentário inédito de Marcello Togni e Veronica Noseda – Tristano e Tabucchi. O dia ficou ainda marcado pelo filme Too Much Johnson de Orson Welles que teve a sua estreia mundia no Le Giornate de Cinema Muto di Pordenone.

Panorama

No seu mais recente filme Gianni Amelio apresenta-nos mais um olhar cansado face ao desemprego em Itália. Nada de novo acrescenta ao que todos sabemos e nem mesmo quando repete algo já dito, não o faz muito bem. Apesar de a cidade de Milão ser retratada de forma agradável, para lá do protagonista todas as personagens nunca se chegam a desenvolver. O protagonista acaba por assumir a responsabilidade de apoiar todos aqueles que vão surgindo a partir das ruínas e com vontade de construir um futuro. O problema é que àqueles que surgem, que trabalham lado a lado com o nosso herói, nunca lhes é dado voz. A narrativa começa como uma comédia de um homem que sorri para evitar ter que admitir que ele é um fracassado e acaba por se tornar num drama preocupante. O realizador volta a apresentar um comentário de cariz social, tal como tinha feito nos seus trabalhos anteriores. O trabalho de realização de um dos grandes mestres do cinema italiano, combinado com o talento do fotógrafo Luca Bigazzi, não é suficiente para resolver a indecisões das intenções do cineasta. Os elementos narrativos implausíveis são parcialmente salvos pelo grotesco trabalho de Antonio Abanese.

 

Oitavo dia

Competitiva

La mia classe de Daniele Gaglione não é ficção e não é um documentário. É um objecto errante, não catalogado que parece assemelhar-se aos corpos dos protagonistas que apenas querem aprender a língua italiana para ganharem o direito à existência. O filme é metacinema até certo ponto e deveras político. Protagonizado por Valerio Mastandrea, o filme é um retrato agridoce sobre a vida de um grupo de imigrantes que tentam de tudo para conseguirem alcançar o que desejam. As suas histórias são diferentes, mas ao mesmo tempo bastante parecidas. Todos transportam em si uma enorme saudade e uma profunda tristeza. A obra de Daniel Gaglianone consegue ser mais ambiciosas que as anteriores, movendo-se por entre o drama social, o docu-ficção e a meta-reflexão, com uma gênese complexa que é determinada pelas peculiaridades dos seus elementos.

 

Nono dia

O nono e último dia ficou marcado, como seria de esperar, pela entrega do prémio de melhor filme, tanto por júri, como pelo público. Contudo, muito antes de serem anunciados os vencedores a tarde começou com uma sessão especial do clássico de Bernardo Bertolucci, The Last Emperor. O filme premiado com nove prémios da academia de cinema norte-americana viu a sua versão original de 1987 editada em 3D. Depois de mais algumas sessões o festival encerrou com Il capitale humano de Paolo Virzì. Com cereja no topo do bolo, estando os prémios entregues, a 7ª edição da festa da família, 8½ Festa do Cinema Italiano, teve uma festa de encerramento no Musicbox. O 8½ Festa do Cinema Italiano segue agora para Coimbra e depois para o Porto, Funchal e Loulé. A nós, os espectadores de Lisboa, resta-nos espera que 2015 traga uma nova edição.

 

Panorama

Em 2007, Daniele Luchetti presenteou o mundo com o aclamado Mio fratello è figlio único, em 2013 volta a olhar para trás, um olhar face á dinâmica da família italiana na década de 1970. Anni felici é um filme mais pessoal que político, onde o protagonista é o alter-ego do realizador, explorando o seu enorme desejo em fazer cinema após ter recebido uma Super-8. Esta história é justaposta contra aquela que nos conta os problemas conjugais dos seus pais. A modesta obra de Daniele Luchetti recorda-nos de forma pungente que, muitas vezes, apenas nos apercebemos dos nossos momentos mais felizes aquando de um momento de nostalgia.

Paolo Virzì baseou o seu mais recente filme no romance de Stephen Amidon – Human Capital. São numerosos os temas passíveis de reflexão subjacentes à visão apresentada pelo cineasta. Os personagens deste estranho e curioso thriller são introduzidos num mundo novo, caracterizado por uma pressão insustentável da vida. Aí os personagens alternam entre o que são e o que poderia ser. Os quadros da vida quotidiana de cada um perdem-se quando acontece algo que perturba todas as personagens. Deixando o estilo cómico que tem caracterizado o trabalho do realizador, Il capitale umano é baseado no suspense, mas a sensação de leveza que quer criar para a sua conclusão, torna-o num filme menor.

Prémios

‘Apesar de tratarem de temáticas e linguagens muito diferentes, reconhecemos que os dois filmes são contributos importantes no que diz respeito a questões muito relevantes no contexto social actual’. Foi desta forma que o júri, composto por Lorenzo Codelli (vice-director da Cinetaca del Friuli di Gemona e crítico de cinema); Jean Paul Bucchieri (encenador, investigador e docente na Escola Superior de Teatro e Cinema) e Camané (fadista), anunciou aos presentes a vitória em ex aequo de La mafia uccide solo d’estate de Pierfrancesco Diliberto e The Special Need de Carlo Zoratti e Cosimo Bizzarri.

O primeiro, vencedor do Prémio do Público do Festival de Turim, trata-se de um improvável retrato da mafia siciliana. Para o júri, ‘o filme, através de uma subtil ironia e uma certa dose de humor, consegue relatar com lucidez e eficácia, uma questão sempre muito complexa e difícil de descrever e cria, com sucesso, uma osmose entre as imagens reais da televisão daquela época e a ficção do próprio filme, formando uma narrativa forte e bem estruturada.

Sobre a escolha de The Special Need enquanto vencedor o júri disse: ‘é um filme corajoso sobre amizade, que ultrapassa sem medo e sem preconceito uma questão, muitas vezes, posta de parte. Trata-se de um filme generoso, que nunca cai em possíveis moralismos, evidenciando, tal como a personagem principal, uma profunda sinceridade, criando, assim, uma ligação afetiva entre o filme e o espetador.’

O Prémio Canais TVCINE, votado pelo público, foi atribuído a Zoran, il mio nipote scemo, de Matteo Oleotto, vencedor do Prémio da Semana da Crítica Internacional do Festival de Veneza.

O 8 ½ Festa do Cinema Italiano prestou ainda homenagem a Vittorio Storaro, galardoando-o com o Prémio Carreira. Vittorio Storaro, responsável pela fotografia de inúmeros e premiados filmes, esteve em Lisboa para apresentar a versão 3D de “O Último Imperador”, de Bernardo Bertolucci, com o qual ganhou um Oscar, dar uma masterclass e apresentar o seu último livro, “The Art of Cinematography”.

 

 

 



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