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18ª Quinzena de Dança de Almada

Rescaldo do festival em breve entrevista com Ana Macara, a directora artística da Quinzena.

A cidade de Almada foi o cenário, uma vez mais, para a prestigiada mostra de dança que anualmente acolhe bailarinos e coreógrafos nacionais e internacionais. A 18ª Quinzena de Dança regressou este ano entre os dias 10 de Setembro e 10 de Outubro em versão alargada por ocasião da comemoração dos 20 anos da Companhia de Dança de Almada, a organizadora oficial do evento.

Este ano, a presença de 54 participantes representantes de 16 países ofereceu diversidade interpretativa, técnica, experimentalismo e trabalhos conceptuais, apontando as novas direcções da dança e a simetria existente entre os estilos praticados nos diferentes pontos do planeta.

A programação incluiu ainda a reposição de algumas das obras mais marcantes do vasto repertório de 20 anos da companhia de dança e a estreia de novos espectáculos. As apresentações em espaços informais transportaram a Dança para a rua e locais públicos da cidade e a mostra de vídeo-dança criou lugar para reflexão e debate, complementada por Workshops, ateliers, aulas abertas e uma exposição de fotografia.

Em entrevista à RDB, a directora a artística da Quinzena de Dança de Almada, Ana Macara, falou sobre o festival e o seu contributo para a Dança em Portugal.

A companhia de Dança de Almada (CDAlmada) comemora 20 anos de existência. Qual é a influência da Companhia na promoção da dança em Portugal?

A Companhia de Dança de Almada desenvolve a sua actividade nas vertentes de criação, produção, apoio a actividades emergentes, pedagogia, formação profissional e de públicos, bem como de intercâmbio nacional e internacional.

Promove uma actividade de carácter artístico e pedagógico, abrindo um espaço de trabalho para jovens criadores e bailarinos nacionais. Aposta num reportório ecléctico, dirigido a públicos diversificados e tem levado o nome de Portugal aos mais variados festivais e salas de espectáculo nacionais e internacionais.

E a importância da Quinzena de Dança Almada?

É essencial no âmbito da formação de públicos, da divulgação da dança nacional e do intercâmbio entre artistas, a CDAlmada organiza edições anuais da Quinzena de Dança de Almada desde 1992.

Qual é o contributo da plataforma coreográfica internacional integrada no festival?

A Plataforma tem a importância de levar o prestígio deste festival Almadense a diferentes cantos do mundo. É muito compensador saber que o festival é reconhecido a nível internacional.

Os participantes são bem recebidos e por isso querem voltar e recomendam-nos aos colegas, funcionando como importante forma de divulgação a informação boca a boca. Temos sempre, por isso, a possibilidade de selecção dos melhores, entre um grande número de candidatos.

Para o público português, esta Plataforma representa a possibilidade de, em apenas 3 a 4 dias, assistir a peças variadas e representativas do muito que se vai fazendo pelo mundo em Dança Contemporânea.

Almada é a cidade que acolhe anualmente a Quinzena de Dança. Como é que o público recebe o festival?

A Câmara Municipal foi sempre a principal financiadora deste festival, o que representa uma ajuda que reconhecemos, mas também uma visão de futuro no que respeita ao desenvolvimento cultural e artístico do Concelho.

Quanto ao público, apesar do aumento generalizado da oferta de actividades culturais, o festival tem tido um público fiel que com ele vem crescendo ao longo dos anos.

E o papel da Quinzena de Dança de Almada no cenário da Dança em Portugal?

Este festival apresenta à comunidade da dança e ao público em geral possibilidades de não apenas assistir a espectáculos de qualidade, como também de participar em workshops e debates, numa procura de esclarecimento sobre a criação e interpretação na área da Dança Contemporânea.

Acreditamos que é preciso conhecer para apreciar e é nesse sentido que trabalhamos: formar e informar públicos que pretendemos cada vez mais alargados, apesar da especificidade desta arte.

Sobre o rescaldo da 18ª Quinzena de Dança de Almada?

Correspondeu às expectativas que tínhamos em número de público – cerca de 2500 pessoas assistiram aos espectáculos e participaram nas acções realizadas – no profissionalismo dos artistas e técnicos participantes, e na qualidade artística das criações apresentadas e acções realizadas – 125 artistas e técnicos apresentaram com mérito e distinção as 51 criações, dois workshops para estudantes, quatro ateliers infantis, 19 aulas abertas e uma exposição, que compuseram o programa do festival.

É positivo o balanço, para nós enquanto organizadores, para os artistas enquanto agentes da arte contemporânea, mais difícil de difundir, e para o público enquanto seu beneficiário.



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