Koop

Os suecos aterram em Dezembro em Lisboa. Antes fizeram uma paragem na RdB.

São suecos, bem educados, fazem um som bastante delicado, sempre com os olhos nos melhores salões de swing e com os pés nas big bands. Os Koop são uma fonte de ar fresco vindo do norte.

A Rua de Baixo esteve ao telefone com Magnus Zingmar e Oscar Simonson para conversar com a dupla que no dia 11 de Dezembro visita o nosso país para um concerto no Arena Lounge no Casino de Lisboa… a entrada será livre.

Falando um pouco do vosso último trabalho, “Koop Islands”, que influências foram decisivas no vosso processo de criação?

Sabes, são muitas, basicamente todo o universo do Jazz e tudo o que o rodeia.

Como diz no vosso site, de 1917 a 1967?

Sim, aí está… não podemos referir um só, mas sim muitos.

Dizem que, se ouvirmos «Come To me», ficamos a com a noção clara dos estilos de som e dos diferentes espaços musicais que os Koop utilizam.

Como foi a primeira canção a ser escrita parece-nos que está muita coisa incluída nela.  Em segundos a música muda de sentido e aborda diferentes influências musicais.

Como foi o vosso processo de gravação neste álbum?

Basicamente o que usamos foi samplers. Passámos algum tempo fechados no estúdio e as coisas foram-se desenvolvendo.

Comprávamos todo o tipo de discos baratos para que pudessemos utilizá-los no disco. As partes instrumentais foram gravadas com banda e músicos mas, hoje em dia, e como está ao nosso alcance e podemos fazê-lo, trabalhamos bastante com samplers, gravando a música que queremos e como queremos.

Sentiram necessidade de, com vários cantores e cantoras (casos de Yukimi Nagano, Ane Brum, Earl Zinger, Mikael Sundin) criar vários ambientes circundando o álbum?

Claro, essa necessidade é visível. A participação desses amigos alarga-nos muito o horizonte musical. E transportam-nos para diferentes universos.

O vosso som é caracterizado pelas formas jazz e swing que vocês tanto abraçam. Sinto haver também bastantes ritmos latinos, tropicais, afro cubanos… concordam com isso?

Sim claro, a música latina das Caraíbas é uma grande influência para nós, sem dúvida. Mas acho que não temos muito esses ritmos afro-cubanos, sem bem que o feeling está lá e de facto nós gostamos muito desse espectro musical caribenho.

Para além desses género musicais de que falavam há pouco, passa-se o mesmo na Suécia? Que influências vêm do vosso País?

(pausa) Abba! (risos)

Sim?

Bom… nem por isso… (risos)

Desviando um pouco o assunto. Vocês que usam o vinil o que é que acham do crescimento do mercado do vinil? São coleccionadores? Parece que hoje em dia se vende tanto como no último ano de glória dos discos

Pois, tentamos não ser coleccionadores (risos), já não temos muito espaço para isso, porque afinal de contas tenho que dormir e já não cabe lá muita coisa.

Cada vez menos colecciono vinil e tento mesmo não o fazer…e se queres que te diga, acho que o vinil vem para ficar mas não vai crescer muito mais, ou seja, é evidente que hoje em dia isso vai mudar e o laptop e os samplers passam por cima disso, e ao longo do tempo o vinil vai-se estabelecendo, mas não cresce pelo menos para ser utilizado novamente como forma de ouvir e fazer som. Na minha opinião os dj’s já não precisam disso.

A seguir qual será a vossa próxima paragem?

Bem, fizemos o ‘Popkomm’ em Berlim. Depois, ainda na Alemanha, vamos tocar em Heidelberg e depois voamos para Londres onde tocamos no Jazz Café.

Qual a vossa expectativa para Lisboa?

Esperamos sinceramente que as pessoas apareçam e desfrutam do nosso som. Queremos proporcionar uma óptima noite a todos os que aparecerem.

Muito obrigado pela vossa simplicidade e simpatia. Boa sorte para os Koop, e espero vê-los em Lisboa em Dezembro.

Lá estaremos, muito obrigado nós.

Cheers!



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