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“A Chegada de um Comboio à Cidade”

Quando o silêncio nos compromete.

Luís Mestre encerra com este espetáculo uma trilogia à volta de textos clássicos, e A Chegada de um Comboio à Cidade, é uma apropriação muito livre refere Luís Mestre, do clássico de Ibsen, Quando Nós os Mortos, Despertamos(1889) representado no Teatro Carlos Alberto.

Uma peça essencialmente feminina, característica inovadora, estas três mulheres, duas partilham a vida de casal, isoladas, até de si próprias numa moderna estância de férias, localizada num edifício que pensa por nós, que age em prol da tecnologia, do avanço, dito humano, mas com gestos muito mecanizados.

Neste futuro próximo, surgem sombras, fantasmas dentro e fora de sonhos que passam por criadores e sobem a picos… Para verem o mundo. Lá em baixo temos mercados de futilidades, passados insistentes e futuros mortos que não sabemos quando hão de ressuscitar.

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Neste inventário de questões num cenário “não-lugar”, mas muito cheio de “plasticidades”, arranha-céus de uma qualquer metrópole moderna.

Durante uma hora observamos uma rotina ou uma aparente fuga dela, um comboio de trajeto marcado, que acaba por deixar o público sonolento numa rota demasiado linear, não ouvimos a turbulência, a indecisão/indefinição desta era e isso era necessário.

 

FICHA ARTÍSTICA

Texto e encenação: Luís Mestre
Cenografia: Ana Gormicho
Desenho de luz: Joana Oliveira
Figurinos: Teatro Nova Europa
Produção executiva: Patrícia Vale
Interpretação: Ana Moreira, Sílvia Santos, Tânia Dinis e Luís Mestre

Fotos: TNSJ



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