“A Morte Madrinha, Polegarzinho e Outros Contos de Morte e Redenção” | Francisco Vaz da Silva

“A Morte Madrinha, Polegarzinho e Outros Contos de Morte e Redenção” | Francisco Vaz da Silva

A Morte não nasceu para ser enganada

Os Irmãos Grimm foram, muito provavelmente, os maiores criadores de contos infantis povoados de sombras, morte e muito negrume. Em “A Morte Madrinha, Polegarzinho e Outros Contos de Morte e Redenção”, livro que faz parte da Colecção Contos Maravilhosos Europeus – com edição Temas e Debates -, Francisco Vaz da Silva escolheu dois contos da dupla para integrarem o volume: “O Padrinho Morte” e “João Jogador”.

Os contos escolhidos por Francisco Vaz da Silva para integrarem “A Morte Madrinha, Polegarzinho e Outros Contos de Morte e Redenção” resultam de uma selecção de textos literários e orais em várias línguas, todos em redor do tema da Morte enganada, bastante comum no universo popular dos contos maravilhosos; bem como a ideia de que a fertilidade, a riqueza, e a própria vida, são provavelmente decididas à volta de mesas redondas, no mundo dos mortos.

O livro está dividido em três grupos. No primeiro, intitulado “A Morte Madrinha”, um homem com demasiados filhos convida a Morte para padrinho (ou madrinha) do último dos filhos. A Morte proporciona ao afilhado uma carreira médica de sucesso mas o protegido acaba por abusar da sorte e tenta enganar a sua protectora; o segundo grupo desenvolve a associação entre a Morte e a boa ordem no mundo – aqui, a Miséria personificada aprisiona a Morte e só aceita libertá-la a troco da sua própria imunidade; no terceiro grupo deparamo-nos com crianças nascidas em excesso, enviadas ao encontro da Morte na Floresta. A cada um dos contos e suas variações segue-se um pequeno comentário, que ajuda a compreender cada uma das histórias e as ramificações populares que daí resultaram.

Há ainda a tradução inédita da “História de Jean L`an Prés”, de Jean-Baptiste Castor Fabre, e uma nova tradução de “Polegarzinho”, de Charles Perrault. No final, e apesar de todos os truques, subterfúgios e armadilhas, a verdade é apenas uma: a Morte será sempre necessária para repor a ordem no mundo.



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