Afrofestivo

Antibalas ao vivo em Porto e Montemor-o-Velho.

Preparem-se os fãs do Afrobeat. Portugal recebe, finalmente, nos dias 13 e 14 de Julho os Antibalas – Orquestra de Afrobeat. O primeiro espectáculo está marcado para a Casa da Música no Porto e a segunda data para Montemor-o-Velho, no Festival do Castelo.

Os Antibalas – colectivo de Afrobeat, oriundos dos EUA – existem desde 1998 e juntam em palco quinze músicos nova-iorquinos. Até à data, contam com três álbuns lançados e várias colaborações de luxo com o baterista Tony Allen, Femi Kuti ou o trompetista Babatunde Williams, entre muitos outros.

Os primeiros dois registos, “Liberation Afrobeat Vol. 1“ de 2002 e “Talkatif”, de 2003, foram editados pela Ninjatune, conhecida label britânica. De seguida, os Antibalas colaboraram com os músicos Baaba Maal e Taj Mahal na colectânea “Red Hot and Riot” tributada a Fela Kuti e que pretendeu angariar fundos para a luta contra a Sida, em África.

De língua afiada desde o início, editam  em 2004 – inspirados pela chegada de Bush ao poder em 2000 –  “Who is this America”, álbum que se apresenta como um tratado anti-globalização e onde tecem fortes críticas à Administração de George W. Bush. As críticas feitas ao álbum não poderiam ser melhores, numa América onde muitas vozes se levantam contra a política agressiva e belicista de Bush, os Antibalas reafirmam o seu cariz interventivo e anti-establishment.

Assim, os Antibalas fazem mais que recordar e reutilizar a herança deixada por Fela Antikulapo Kuti. Privilegiam no seu trabalho a procura de uma identidade musical que consiga ir para além do que é o Afrobeat de Fela e restantes fundadores, imprimindo ao seu espólio criativo a experiência, crítica e forma de estar no Mundo dos 15 músicos que compõem esta orquestra e que reflecte as várias nacionalidades que compõem o combo, afinal tão próprias da cidade onde vivem, Nova Iorque.

E foi no coração da Big Apple que estabeleceram o seu quartel-general e nos seus bares que começaram a sua fulgurante carreira: todas as sextas-feiras e durante dezoito meses seguidos, os quinze músicos subiam ao palco, tornando mitícas as noites “Africália”, evento temático dedicado ao Afrobeat e ao funk que acabaram abruptamente, quando a polícia fechou o bar.

Ao longo destes últimos anos marcaram presença em Festivais de Jazz e em Sevilha foram o único grupo a representar a América do Norte, no Festival de World Music da cidade. Em Nova Iorque é comum encontrar a banda a tocar nas festas de rua e parques “from the Bronx to 127th street in Harlem to Prospect Park, Brooklyn”.

O último registo do grupo tem por nome “Government Magic” e é um EP de cinco músicas lançado em 2005. Registo que inclui o hit «Che Che Cole» com a voz de Mayra Vega e o primeiro tema dub, fruto do alter ego dos Antibalas, «Dub Jeje».

Nas duas datas marcadas para Portugal, os Antibalas reservam-nos, à semelhança dos seus álbuns, actuações exorcizantes e energéticas. Verdadeiras festas de comunhão intercontinental com a música como veículo de eleição.



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