Agoria @ Lux

“Príncipe” do techno francês visita o Lux dia 8 de Fevereiro.

Sebastien Devaud (mais conhecido nas pistas de dança por Agoria) é, a par de The Hacker, Vitalic e o sempre presente Laurent Garnier, uma das figuras incontornáveis do panorama francês de música electrónica. Filho de uma mãe cantora de ópera e de um pai arquitecto vanguardista, desde muito cedo que a paixão pela música se apoderou deste jovem DJ. Começou por tocar com apenas 15 anos nas “raves” ilegais em França, no meio de bosques e fábricas abandonadas. Com apenas 16 anos abre espectáculos na sua cidade natal, Lyon, para Richie Hawtin e Carl Cox, mas o seu primeiro trabalho musical reconhecido está ligado ao cinema, fazendo bandas sonoras para a sétima arte do seu país natal.

Em 1999 começa a um trabalho mais sério como DJ e rapidamente o entusiasmo dos mais atentos em relação a esta jovem figura começa a emergir. Inspirado em ritmos jazzísticos e no techno de Detroid, Sebastien diferenciava-se dos restantes pelo groove que implementava nos seus sets.

 O seu fascínio e enorme criatividade rapidamente convenceram este artista que estava na altura de fazer obras com o próprio nome e em 2002 edita o seu primeiro EP pela PIAS intitulado “La 11eme Marche”, tendo recolhido uma grande aceitacão por parte de pesos pesados da música de dança e passando a fazer parte da mala de Hell, Jeff Mills, Kevin Saunderson e mesmo Carl Cox. Embalado pelo sucesso desta primeira obra, edita ainda “The Sky is Clear” e “Touched by…” com honras de misturas de Alexander Kowalski e do “Mr. Kompakt” Michael Mayer e o super groove «Spinach Girl», com a ajuda da voz sexy de Sylvie Marks. Tudo isto antes da grande prova de fogo: um longa-duração. “Blossom” sai finalmente no final do ano de 2003 e forma-se como que uma nova coqueluche do techno francês, chegando mesmo a ser apelidado de “príncipe do techno francês”. Deste álbum, é ainda extraído o poderoso “StereoLove”, um EP virado para as pistas divertidas, relembrando a cena de Carl Craig em Detroit. Consegue ainda um preciosa ajuda do ex-Massive Attack, Tricky, dando voz à faixa «2thousand3».

A música de Agoria começa a ser falada em todo mundo e, no mesmo ano em que actua no Sonar, em Barcelona, edita o albúm de misturas “Cute and Cult”, onde dá a conhecer as inúmeras influências da sua música, ao misturar desde o introspectivo «Soopertrack» dos Extrawelt ao esquizofrénico «Idioteque» dos Radiohead. O albúm começa com  Angelo Balamenti e a faixa de Mulholand Drive de David Lynch, passando pelo minimalista Matthew Johnson, que há bem pouco tempo nos visitou com os seus Coublestone Jazz.

A passagem de Agoria por terras lusas acontece apenas dois meses depois de ter lançado um novo longa-duração de nome “The Green Armchair” pela PIAS/Diferrent e que já rendeu um super-hit, «Code 1026», lançado no Lux por  Hell e  James Holden, uma devastadora faixa ao jeito de Vitalic. Especial destaque tambem para “Like a Bull”, onde percorre as facetas obcuras do techno “old school”. Conta ainda com a ajuda de Neneh Cherry, Princess Supertar e com a voz de Sclade na música «Baboul Hair Cutting».

A não perder dia 8 na discoteca de Santa Apolónia com a “ajuda” de Dexter e Zé Pedro Moura.



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