“Alex Cross: A Caça” | James Patterson

“Alex Cross: A Caça” | James Patterson

Em busca do impiedoso gangue felino

Longe vão os tempos em que o norte-americano James Brendan Patterson venceu o prestigiado Edgar Award em 1977 e, desde a edição de “The Thomas Berryman Number”, o autor já vendeu perto de 300 (!) milhões de livros, divididos por 43 países.

A capacidade de escrita de Patterson, uma verdadeira máquina de fazer livros, levou-o a escrever vários géneros. Desde a literatura infantil até aos livros policias carregados de várias camadas de mistério, ação, aventura e suspense, o criador de personagens como Alex Cross fidelizou milhões de fãs em todo o mundo que aguardam com ansiedade cada novo projeto do seu escritor favorito.

Ciente do potencial de James Patterson, a Topseller agarrou com unhas e dentes a possibilidade de editar o norte-americano por terras nacionais e, a prolífera cadência criativa do norte-americano, levou a editora a colocar no mercado 14 títulos deste autor no curto espaço de um ano.

Entre as criações mais procurados do universo de James Patterson destacam-se as coleções “Private: Agência Internacional de Investigação”, “The Women’s Murder Club – (Clube das Investigadoras)”, “Micheal Bennett” e, claro, a série dedicada a Alex Cross.

Depois do sucesso das edições de “Alex Cross” e “Alex Cross: Perigo Duplo”, chega-nos agora “Alex Cross: A Caça” (Topseller, 2013), o terceiro livro da apetecível saga do conhecido ex-agente do FBI, que promete fazer as delícias da sua crescente trupe de fãs.

Mais uma vez, Patterson leva-nos a mergulhar nos meandros de Washington DC, uma cidade desta vez assombrada pela crueldade de um assassino que surpreende os mais frios através da brutalidade da sua ação.

A entrada de Cross neste autêntico inferno acontece quando Ellie Cox, camarada de Alex nos tempos de liceu, é morta e mutilada, assim como os membros da sua família, por um bando em fúria cujos membros, aparentemente, fazem parte de um gangue impiedoso que tem na ameaçadora e misteriosa figura de um homem apelidado de “Tigre” o seu líder.

Aquele que ousa atravessar o caminho de “Tigre” conhece a morte como a consequência de tal atrevimento. Suspeito pelo envolvimento em casos de vendas de estupefacientes, lavagem de dinheiro e ilegalidades várias, “O Gangue do Tigre” tem como imagem de marca brutais assassinatos a sangue-frio cuja intensidade não encontra precedentes na história criminal da cidade.

Sucedem-se os crimes, morrem famílias inteiras cujos corpos são alvo de violentos atos de crueldade e, perante tal cenário, Cross – na companhia de Brianna Stone, a sua atual cara-metade – envolve-se num dos mais intricados e perigosos casos da sua carreira que o levam a embrenhar-se no mortífero submundo de Washington DC e que, num ápice, pode tornar o caçador numa inofensiva presa.

Sem armas para enfrentar a poderosa organização, Alex é subjugado pelo “Tigre” e seus homens, sofrendo as mais difíceis provações depois de decidir seguir o terrível bando por terras de África. Qual será o destino de Cross?

É essa a dúvida que leva o leitor a devorar as páginas deste livro, que se revela uma das mais complexas obras do autor trazendo consigo alguns tiques atípicos à obra de Patterson, uma vez que estamos perante um romance que privilegia a ação em detrimento do habitual jogo psicológico presente nos livros do autor norte-americano. Outras das características inovadoras de “Alex Cross: A Caça” é a brutalidade dos crimes praticados pelo gangue felino, que se assumem como insuperáveis doses de horror face às anteriores aventuras escritas por Patterson que, com este livro, reforça a sua condição do mais bem-sucedido autor de policiais em todo o planeta.



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