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alkantara festival 2012

21 espectáculos em 19 dias. Nos Teatros, nos Museus e na praia. As Artes Performativas tomam conta da capital

Reportagens já disponíveis: “Cesena” // “a coming community” // “(M)imosa” // “Othello (Bye Bye)” // “Madame Plaza” // “Linha do Horizonte” // “The Quiet Volume” // “On Their Own” // “The Inkomati (Dis)cord”

O alkantara festival 2012, que se concentra “explicitamente na profunda crise do modelo cultural, social e económico centrado no indivíduo”, arranca já no próximo dia 23 de Maio e só trava a 10 de Junho. É necessária alguma preparação para escolher e programar os espectáculos para cada dia, para que não fique nenhum de fora. Afinal, este festival, dedicado às Artes Performativas, só se repetirá daqui a dois anos, por isso há que prepará-lo bem!

Este festival, além de fazer paragens, com alguns dos melhores artistas do mundo, nas maiores salas de espectáculos da Capital, passa também no Mosteiro dos Jerónimos, na Biblioteca Nacional e, espantosamente, na Praia das Avencas na Parede. São 21 espectáculos em 19 dias. Espectáculos internacionais e nacionais. Espectáculos que não se podem perder. Espectáculos especiais!

Aqui ficam algumas propostas:

No dia 23 e 24, para inaugurar o alkantara festival, no Teatro São Luiz, Boyzie Cekwana e Panaibra Canda, “dois nomes centrais da dança contemporânea em África”, apresentam The Inkomati (dis)cord. “(…)Numa tentativa de quebrar as fronteiras artificiais e atravessar territórios através dos próprios corpos, peles, identidades e heranças, os coreógrafos exploram as barreiras coloniais interiorizadas. (…)”

No Museu da Electricidade, nos dias 24 e 25 de Maio, podemos ver os Schwalbe. São jovens holandeses que se despem do “teatro físico”. “(…)Quanta energia podem sete performers gerar fisicamente? Sob o lema ‘é melhor pedalar na luz do que vaguear na escuridão’, o colectivo cria Perform On Their Own sem emissões de CO2, à medida que pedalam em bicicletas estáticas ligadas a velhas baterias de carros encontradas na sucata. (…)será On Their Own uma performance sobre desperdiçar energia como sobre gerá-la?” On Their Own é uma performance hipnótica de um colectivo de jovens artistas que consegue despir a sua arte até à mais crua essência, deixando ao público uma ampla autonomia para criar a sua própria experiência.”

Vamos à Praia das Avencas ao encontro de Arte? Vamos ver o pôr-do-sol? Vamos de 30 de Maio até 9 de Junho (excepto 4 e 5 de Junho), sempre às 20h30, ver Linha do Horizonte de Ana Borralho & João Galante? Vamos ver como é que eles “questionam os comportamentos activos e passivos do ‘espectador’, e como se centram na barreira/relação entre o observador e o trabalho”… vamos ver o que nos propõem? Em Português ou Inglês!


Vitrine
Só nos dias 2 e 3 de Junho, no Teatro S.Luiz, Bouchra Ouizguen. “Mulheres que actuam em celebrações, casamentos e clubes nocturnos, trazendo canções de dor, perda e amor impossível. Gozam de uma reputação ambígua, sendo admiradas pelas suas habilidades musicais mas também desprezadas devido ao erotismo implícito nas suas canções. Madame Plaza é um encontro fascinante de vozes e corpos, de duas culturas urbanas, para além dos clichés da contemporaneidade e do folclore. Um espectáculo que se revela lentamente, frágil e orgulhoso, com as mãos abertas e a força do humor”.

Na Culturgest, de 1 a 3 de Junho, podemos assistir a uma conferência-performance de João Fiadeiro & Fernanda Eugénio. “O percurso de João Fiadeiro tem-no levado a aproximar-se da investigação através da arte. A sua ambição foi sempre investigar, questionar e experimentar modalidades do ‘como viver juntos’. É exactamente essa questão que o leva a encontrar a antropóloga Fernanda Eugénio que, por sua vez, se tem aproximado das artes performativas na sequência de uma crescente inquietação. O encontro entre Eugénio e Fiadeiro toma forma no projecto AND_Lab, do qual Secalharidade é uma das manifestações. AND_Lab ambiciona ser uma plataforma de partilha de procedimentos, operações e modos de ‘fazer problema’, vindos tanto da arte como da ciência, na relação-tensão entre política, ética e quotidiano.”


Vitrine
 

No CCB, dia 8 de Junho, e no Teatro Camões, dia 9 de Junho, podemos assistir a mais um trabalho daquela que é considerada uma das mais originais e influentes coreógrafas no activo, Anne Teresa De Keersmaeker. Em Cesena o palco é partilhado por 19 bailarinos e cantores que exploram os limites das suas capacidades – os bailarinos cantam e os cantores dançam. O começo de um novo dia, ou um novo olhar sobre um passado distante.

Este Festival é uma necessidade no País e, apesar desta edição estar já planeada, a verdade é que não se sabe se daqui a dois anos este Festival vai acontecer, por razões financeiras! É um festival que não pode desaparecer, difunde como nenhum outro a arte contemporânea internacional. Trabalha a nível de encontros internacionais, de programa de residências, de investimento em co-produções nacionais e internacionais, de apoio à investigação e edição de livros e de vídeos, e assim afirma-se como agente fundamental para a criação artística contemporânea nacional.

Não são apenas espectáculos realizados pela Capital, são espectáculos que estão integrados num Festival, alkantara festival. A todos os que apoiam a arte, não percam esta oportunidade. A ida de quem gosta de arte aos espectáculos é o que os faz viver! Apesar da crise, esperamos que todos consigam assistir a estes inacreditáveis espectáculos! Um bom Festival a Todos e um Obrigado a Thomas Walgrave.



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