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Alla Polacca

Já se encontram disponíveis os novos temas da banda do Porto. Falámos com Leonel Sousa sobre “We’re metal and fire in the pliers of time”.

Na primeira edição da RDB, em Novembro de 2003, escrevemos sobre o EP de estreia dos Alla Polacca e o split cd editado em conjunto com os Stowaways. Passados mais de 5 anos, na edição de estreia da nova versão da RDB, voltamos a escrever sobre a banda do Porto, que editou no final do ano passado “We’re metal and fire in the pliers of time”, mais uma vez com o selo de qualidade da Bor Land.

No longínquo ano de 2003, os Alla Polacca apresentavam o EP “not the white p’?” surgido “da constante vontade de experimentar”. Esta espontaneidade continua a ser o principal mote para o trabalho da banda, como nos confidenciou Leonel Sousa, guitarrista e vocalista que, em conjunto com Márcio Carvalho, pertence à formação original da banda: “desde sempre seguimos os nossos instintos na construção das melodias e estruturas, o que resulta, na maior parte das situações, em algo muito espontâneo”.

Embora tivessem preferido editar um disco mais cedo, “por volta de 2005”, as várias alterações na composição da banda “tiveram obviamente influência na música” e obrigaram a um adiamento desses planos.”Cada vez que alguém entrava ou saia, era necessário «recomeçar» o trabalho em cada música”, disse-nos Leonel Sousa. “Só conseguimos reunir as condições certas em 2007”, concluiu.

“We’re metal and fire in the pliers of time” é composto por 7 canções originais e “resultou de uma mistura entre temas mais antigos, alguns com 2 ou 3 anos, e temas mais recentes”. Desde a eloquência alegre do primeiro tema, «The Rush (First Stop)», até à beleza e calma do tema que fecha o disco, «Last Day», somos surpreendidos por um conjunto de mudanças rítmicas e experiências deliciosas. As letras ficaram a cargo de Francisco Silva (Old Jerusalem), um “desafio que ele aceitou, e que resultou lindamente”, disse-nos Leonel Sousa.

Alternativa, experimental e ambiental são três termos que podem descrever a música dos Alla Polacca e que “não incomodam” a banda. “Podem ser elementos usados para descrever a nossa música em determinados momentos”. A criação dos temas surge de uma forma natural sem qualquer intuito comercial; “construímos as músicas a pensar em como nos poderíamos surpreender a nós próprios ou o que gostaríamos de ouvir. Se mais alguém gostar, melhor ainda… não creio que sejamos uma banda de massas”, concluiu.

O disco já foi apresentado ao vivo, tendo tido a sua estreia em Viseu. No Myspace da banda, estão agendados concertos para Angra do Heroísmo e Guimarães. Em jeito de convite, Leonel deixa a promessa, “ao vivo as músicas ganham outra intensidade, podemos improvisar, e explorar as músicas ao máximo. Quem for a um próximo concerto pode esperar algumas músicas alteradas, bem como temas novos”.

Para quem ainda não conhece o trabalho dos Alla Polacca, o Myspace deles está à distância de um clique. Vale a pena perder alguns minutos para os conhecer.



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