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Anarchicks | “REALLY?!”

Se há quem já aposte (e bem) nas Anarchicks como uma das bandas Portuguesas para este ano de 2013, nós apostamos o baralho todo, porque elas já dão cartas

Poder-se-ia pegar pelo cliché “Banda de raparigas” e esmiuçar o fantástico mundo feminino, onde há noções de sensibilidade, mas também de garra. Se considerarmos a energia, audácia, irreverência e atitude, então falamos dos adjectivos qualificativos comuns aos universos masculino ou feminino, que nos permitem fazer uma análise “limpa”, descartando para o efeito conotações menos parciais.

Desbravando “REALLY?!”, facilmente apuramos que as sonoridades oscilam e se interligam entre o punk funk de origem nova-iorquina circa princípio do século XXI e elementos mais clássicos do rock n’ roll, tudo servido com o selo e personalidade Anarchicks, traduzindo-se num álbum de canções que entram no goto de maneira tão incisiva como adocicada.

Em «Sunset Graveyard» comprovamos isso, com vocalizações harmoniosas a transfigurarem-se e a assumirem tonalidades monocórdicas e agressivas, uma dicotomia presente em alguns momentos do álbum e reforçada pelas letras com alguma dualidade e um significado dúbio (em «Son of a Beat») ou então mesmo completamente nonsense, transmitindo uma atitude descomplexada, algo que em vez de afastar o ouvinte acaba por incutir algum mistério às composições.

Continuando a dissecar o álbum, e passando por alguns momentos que fogem ao que foi descrito anteriormente, surge a participação de Da Chick no tema «Dance», conferindo desenvoltura num registo electro-rap, bem diferente do tema «Siouxsie In The Box» que nos apresenta um cenário mais alternativo e com claras influências Punk e Góticas.

Confirmamos ainda que existe algo sempre omnipresente nestas músicas, uma bateria frenética e um baixo compassado e embalado com os riffs da guitarra a conseguirem colar toda esta amálgama sonora, que nos faz ter vontade de largar tudo e dançar como se não houvesse amanhã; sim, porque este é um álbum composto de canções apontadas ao dance floor.

Gravado nos Blacksheepstudios por Makoto Yagyu (Paus, If Lucy Fell) e Fábio Jevelim (Riding Pânico), com mistura e masterização de Pedro Chamorra (Voxels), a produção deve ter nota de destaque porque consegue emprestar uma coerência estética e sonora bastante madura para um primeiro trabalho.

Perante este cenário, tudo nos leva a crer que as Anarchicks, compostas por Playgirl (Priscila) na voz, guitarra, synths e baixo; Katary (Catarina) na bateria e backing vocals, Synthetik (Helena) também nos synths, baixo e backing vocals e ainda JD (Ana) na guitarra e backing vocals, têm na esfera musical um lugar ao sol que lhes permitirá carregar as energias explosivas que as fazem mover.

O disco tem lançamento marcado para o próximo dia 21 de Janeiro e as Anarchicks vão apresentá-lo no Musicbox, em Lisboa, no próximo dia 25.



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