O Natal com André

André Rieu & Orquestra Johann Strauss @ Altice Arena (20.11.2019)

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Encontrámos a Altice Arena pronta para as festas natalícias, cheia de classe e muita luz, foi assim que André Rieu subiu ao palco juntamente com a sua Orquestra Johann Strauss.

Começou por elogiar a cultura portuguesa, acrescentou que ouviu dizer: “O público português é o mais musical do mundo”. Dizendo também que é a audiência que melhor canta e quis testar isso. Ouvimos em uníssono o badalado «Volare» que tantas interpretações já teve.

Entretanto chegavam pessoas atrasadas e o Maestro brincou dizendo que eles vieram da Holanda e chegaram a horas, foi aí que ouvimos as primeiras gargalhadas do público.

De seguida, apresentou os tenores e eles brincavam com expressões faciais, quase mímica e o Maestro respondeu igualmente com uma expressão facial e demonstrando assim a boa disposição de todos.

Falou um pouco desta época festiva, apelou ao coração, falou da importância do Natal, do Amor e da Paz. Referiu ainda que quando for primeiro ministro vai dar um violino a cada soldado em vez de uma arma e assim o mundo seria melhor.

Falou da música que iam tocar de seguida, «Holy City» – a Terra Santa de Jerusalém. Ironicamente, uma terra santa onde, atualmente, há tudo menos Paz.

Confirmou-se que todos estavam vestidos a rigor: elas de vestidos longos e eles de fraque, clássicos acima de tudo, afinal de contas não é todos os dias que assistimos à atuação da famosa Orquestra Johann Strauss.

Trouxeram-nos uma surpresa típica Holandesa, um carrilhonista e este é especial, chama-se Frank e faz parte da Orquestra. Ainda propuseram um desafio: competir com o campeão de velocidade da Orquestra, e foi mais um momento cómico.

Entre experiências de vida e momentos cómicos, contou-nos mais uma: há três anos atuaram em Viena, depois do concerto regressaram ao hotel. O hotel tinha um átrio gigante, e todos os quartos ficavam virados para esse mesmo átrio. A pianista viu um piano de cauda e não resistiu, começou a tocar lindas melodias, os restantes músicos acompanharam-na. Entretanto os hóspedes surpreendidos, não se fizeram rogar, e até os acompanharam dançaram e cantaram. Nessa noite deram dois concertos.

O Maestro diz que tem a profissão mais bonita do mundo, fazer música. Confessou-nos que os fãs lhe enviam cartas de todo o mundo a dizer que se encontram a passar uma fase difícil da vida, mas que a sua música os ajuda a ultrapassar. A música tem poderes curativos e assim espera fazer música o resto da vida.

Entretanto ouve-se «Viennese Blood» e começa a cair “neve” sobre a audiência, e aí para delícia dos fotógrafos presentes, conseguem fotografias melhores que postais de natal.

O Maestro, malandro, alertou que desta vez era neve, mas a próxima música era com água. Arrancou novamente sorrisos ao público.

Lembrou-nos que há 150 anos, o Danúbio Azul de Johann Strauss – a rainha de todas as valsas – encanta as audiências e desperta a vontade de dançar.

Convidou o público a cantar e dançar uma valsa. Referiu que está cientificamente provado que se cantarmos e dançarmos acompanhados somos muito mais felizes. Os casais apressarem-se para ganhar o seu lugar na pista improvisada dos corredores entre as cadeiras. Como os balcões laterais não podiam descer para se juntar à plateia central, houve ainda quem perdesse a cabeça e rebenta-se com a porta que liga os balcões à plateia.

André Rieu diz que tem um enorme orgulho em todos os elementos que compõe orquestra, elogiou a dedicação, o esforço e a emoção com que fazem cada concerto.

Para encerrar em grande ouvimos «Beethoven – All men shall be brothers», que apela à união entre a humanidade.

O concerto teve uma duração de três horas. Podemos afirmar que superou o concerto de março, pela emoção e alegria transmitidas e talvez por ser época festiva.

No final, entre decorações natalícias e emoções várias, disse-nos que viu todos muito felizes e isso preencheu-o com o sentido de dever cumprido.

Texto por Helena Cardoso e fotografia por João Cautela.



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