Antídoto

O espectáculo que junta a literatura à dança contemporânea vai estar em cena no Teatro Camões em Lisboa e no Teatro Viriato em Viseu

Nas últimas edições da Rua de Baixo temos destacado a dança contemporânea feita em Portugal, com principal relevo para “Confidencial” da companhia Olga Roriz. No mesmo palco (Teatro Camões) mas nos dias 16 e 17 de Setembro, um outro espectáculo de dança vai ter lugar.

“Antídoto” é o título do último livro de José Luis Peixoto, lançado na mesma altura em que foi editado o último álbum dos Moonspell com o mesmo nome, sendo também o título do mais recente espectáculo da Companhia Rui Lopes Graça.

Construído a partir da tese de doutoramento de Ana Paula Guimarães sobre a representação do corpo na lírica popular portuguesa (“Olhos, Coração e Mãos na Tradição Popular Portuguesa”) e do conto “Antídoto” de José Luís Peixoto, esta obra debruça-se sobre o que é constante no comportamento dos seres humanos, independentemente do local e do tempo em que vivam. Os bailarinos encarnam sete personagens que habitam uma pequena aldeia rural perdida no interior de Portugal. Todos sentem e sofrem individualmente, de acordo com as suas crenças. Sabem, no entanto, que podem fazer mudanças, mas insistem em cumprir o ritual. Nascer, vencer, ter medo, ter fé ou morrer são temas presentes na peça que se estruturam em torno de três tempos (ou ciclos): o tempo dos olhos, o tempo do coração e o tempo das mãos.

O espectáculo conta com Rui Lopes Graça na coreografia; José Luís Peixoto, dramaturgia; João Lucas na composição musical; Vera Castro como responsável do espaço cénico e figurinos; Cristina Piedade na luz e os intérpretes Constança Couto, Helena Flora, Jácome Silva, Jordin Martin, Liliana Barros, Madalena Silva e Mário Sánchez.

Para descobrir, dias 17 e 18 de Setembro no Teatro Camões em Lisboa e 24 e 25 no Teatro Viriato em Viseu. Altamente recomendado pela Rua de Baixo.



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