Antony and The Johnsons

Com um Mercury Prize no bolso, uma das vozes da actualidade regressa a Portugal dia 31 de Outubro no Coliseu de Lisboa.

Depois de ter passado por Portugal na condição de convidado (com os Current 93 e com as Cocorosie) e de ter enchido a Aula Magna no passado mês de Maio, Antony vem de novo a Portugal, acompanhado dos seus músicos e com um Mercury Prize no bolso. Desta feita para apresentar “I am a bird now”, o disco que mereceu os mais rasgados elogios da imprensa mundial. O concerto tem lugar no Coliseu dos Recreios em Lisboa, no próximo dia 31 de Outubro.

Embora tenha nascido na Califórnia, Antony é um dos músicos mais influentes do panorama underground de Nova Iorque. Foi com apenas 19 anos que, depois de ter assistido a um documentário sobre a cena cabaré nova-iorquina, decidiu mudar-se para a costa este dos Estados Unidos da América com o sonho de ser performer.

Depois de ter frequentado durante 2 anos um curso de Teatro experimental na Faculdade de Nova Iorque, Antony consegue encontrar um local para exteriorizar o seu talento de palco. Mantém-se no Pyramid Club até 1995 onde forma e actua com os Blacklips, um colectivo de perfomers composto por drag queens e onde a sua voz começou a ganhar destaque com os after-hours de canções.

Foi através das suas actuações que conseguiu uma bolsa da Faculdade de Artes de Nova Iorque e forma os Antony And The Johnsons. Depois de uma série de concertos por alguns dos bares mais alternativos da cidade, é editado em 2000, através da Durtro (editora de David Tibet dos Current 93), o homónimo disco de estreia da banda, que deu a conhecer ao mundo a hipnótica e única voz de Antony.

Durante os primeiros anos deste novo milénio, a carreira de Antony ficou marcada pelas inúmeras colaborações em estúdio e ao vivo com diversos artistas – Devendra Banhart, Rufus Wainwright, Cocorosie, Current 93  – bem como no cinema – “Animal Factory”, de Steve Buscemi e “Wild Side”, de Sebastien Lifshitz (onde cantou «I Fell in Love to a Dead Boy» para uma plateia de transexuais em Paris).

Em 2003 Lou Reed convida-o a reinterpretar «Perfect Day» para o seu disco “The Raven” e, mais tarde, para entrar na banda que o acompanhou na digressão internacional para promover o álbum, deixando-o interpretar sozinho o tema «Candy Says», a célebre homenagem do ex-Velvet a uma das estrelas de Warhol, Candy Darling, a mesma que embeleza a capa de “I Am a Bird Now”, o disco que marca o regresso de Antony em 2005.

NOW … I AM A BIRD

O regresso discográfico de Antony não podia ser melhor. “I am a bird now” é um álbum quase perfeito. A voz continua a mesma linha de ambiguidade que caracteriza Antony: frágil mas ao mesmo tempo forte, desconcertante mas pura. As canções melancólicas que compõem o disco falam-nos de amor, de abandono e da ambiguidade sexual que o caracteriza. Se juntarmos a estes factores uma tremenda produção, temos aqui um dos discos do ano.

Esta é a opinião unânime da crítica mundial, que tem colocado a voz de Antony num pedestal. Basta navegar um pouco pela Internet para encontrar expressões como: “the next great voice in music” (Mojo) ou “Scarily intimate and irresistibly beautiful” (Spin). Como se a voz de Antony não bastasse para fazer um grande disco, os dez temas que compõem este registo reservam-nos algumas surpresas em forma de colaborações. Num só disco, Antony conseguiu reunir os seus amigos e os seus ídolos.

Pela primeira vez na história, Boy George participa numa boa canção – «You Are My Sister», Lou Reed colabora em «Fistful of Love», Devendra Banhart dá o mote em «Spiralling» e Rufus Wainright tem a honra de ter uma canção só sua, «What Can I Do?». Não será demais para um só disco? Não !!

A voz de Antony, acompanhada pela música dos Johnsons, vai estar de novo em Portugal, dia 31 de Outubro, para um grande concerto no Coliseu. A primeira parte fica a cargo do projecto de Kevin Barker, Currituck Co.

O preço dos bilhetes situa-se entre os 20 e os 32 euros e estão à venda nos locais habituais.



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