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Aphex Twin

Considerado pelo The Guardian como "a mais influente e criativa figura da música electrónica contemporânea"

Acredito ser essa pureza, a do estado de genialidade, de uma lucidez tremenda e por isso, assustadora. Bem, ligada à pureza a genialidade. À genialidade a lucidez. À lucidez a loucura. À loucura – tomada no seguimento do atrás dito – a Richard David James.

Talvez seja a genialidade o estado mais puro do ser humano. Afinal, o génio consegue mostrar-nos as evidências que temos dentro de nós. É ele, normalmente, que acaba por nos dizer o que já sabiamos e é um alívio ouvi-lo, já que nunca lá chegariamos sozinhos.

Richard David James (Aphex Twin, AFX, Bradley Strider, Caustic Window, Gak, Polygon Window, Power Pill, Q-Chastic) nasceu a 18 de Junho de 1971 na Irlanda, mas foi criado na região da Cornuália, Inglaterra. Richard inicia o seu trabalho no mundo da música electrónica através do DJing, na terra onde cresceu. No entanto, as ambições e necessidades de Richard levá-lo-iam a criar a sua própria música, através de variados cursos de electrónica por correspondência, que lhe serviriam, também, para criar os seus próprios sintetizadores, descobrindo e encontrando assim sons que dificilmente teriam já conhecido o nosso mundo.

Se repararmos que o seu primeiro álbum “Selected Ambiente Works 85-92” data do ano de 1992, podemos imaginar com que idade terá James começado a trabalhar em tal projecto… É através  de uma sua própria editora (Rephlex) criada com seu amigo Grant-Wilson Claridge, que James lançaria o seu primeiro EP “Analogue Bubblebath III”. Só depois de se mudar para Londres, viria então a produzir para a Warp Records.

O trabalho musical de Aphex Twin fala por si e é conhecido e respeitado em todo o mundo, tendo um número imenso de fans e seguidores. Contudo, por trás do artista, está a pessoa e esta é, sem sombra de dúvida, bem peculiar. A título de curiosidade será interessante dizer que James tem uma personalidade bastante fechada e um modo de vida tremendamente isolado, com algum pavor pelas multidões. Porém, é bastante usual, nos trabalhos de Aphex, vermos referências constantes ao seu rosto, como auto-retratos em que aparece desfigurado.

Ora, não será isto motivo para pensarmos que o refúgio está eminentemente ligado ao seu egocentrismo!? Até mesmo nas suas actuações, o artista opta por não ter contacto com o público. Não dança, não fala, não acena sequer e muitas das vezes actua mesmo na escuridão ou no fundo do palco. A sua personalidade caracteriza-se também pela excentricidade, um pouco em contradição com o seu isolamento. Afinal, ele vive num banco da HSBC (maior organização de serviços financeiros e bancários do mundo), rezando a lenda que viverá nos cofres, que usa como estúdios para o seu trabalho. Também de acordo com a sua excentricidade, James possui um tanque de guerra Norte Americano de 1950 e um pequeno submarino russo!!!

Em torno do génio existem normalmente muitos rumores, sendo que alguns deles são bastante interessantes. Há quem diga que algumas das suas músicas foram produzidas através de algoritmos matemáticos criados pelo próprio. Diz-se ser possível sobrepor inúmeros temas do artista conseguindo fusões perfeitas e intencionais. Mesmo muitas das faixas de Aphex que constam como remixes, serão afinal remisturas do próprio. Imensos rumores circulam também em torno de participações suas em projectos distintos que o próprio acaba por não admitir, como são os casos de “The Tuss” e até mesmo “Zomby”.

Quem optar por ouvir um pouco do trabalho de Aphex não se surpreenda com a variedade tremenda de estilos por que opta o músico. Por entre o longo caminho que separa as sonoridades mais ambiente, à agressividade do Drum and Bass, poderão encontrar muito psicadelismo, uma preferência notória pelas sonoridades Acid, entre todos os mundos que podemos conhecer com o seu vasto leque de projectos.

Como dica, entre milhares, fica o vídeo “Rubber Johnny” e, já agora, a maravilhosa viagem do tema “Didgeridoo”.



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