Areal Records @ Lux

Techno Minimal Cru e Duro.

Na noite de quinta-feira, 4 de Maio, o LUX deu a oportunidade a muitos de verem nos pratos dois artistas de uma das editoras mais vanguardistas do panorama actual da música electrónica, techno minimal: a Areal Records de Colónia. Em primeiro lugar Metope, projecto de Michael Schwanen, um dos co-fundadores da editora, juntamente com Sebastien Riedl (aka Basteroid) e Matthias Klein (aka Konfekt) e em segundo a ?estrela da companhia?: Ada, com a vocalista pop elevada a diva da electrónica.

O início da noite revelou um cenário deveras ?esquizóide? para aqueles, e de resto pareceu quase a maioria, que não sabiam para onde tinham ido parar, ou melhor, para aquilo que os DJ`s se preparavam para lhes dar a ouvir: repetições arrojadas de loops curtos, melodias embaladoras com ruídos de fundo distorcidos, o glitchy estava em pista. 

No entanto, embora a pista do andar de baixo estivesse a sensivelmente um quarto das suas capacidades (ou menos), lentamente estas batidas electrizantes, quase assustadoras por vezes, começaram a entrar nos cérebros mais cépticos da plateia e o ?pezinho de dança? não tardou a aparecer, quem sabia para o que lá estava há muito que andava embalado pelo ambiente criado.

Por volta das 3:30 da manhã entra em cena Ada com a sua sensual “Blondie” (nome do álbum de estreia editado em Outubro de 2004). Depois de ter estado em Outubro de 2003 no Op-Art, Michaela Dippel a.k.a. Ada voltou a brindar-nos com um set memorável em que o som microminimal contracenava com a sua voz límpida e envolvente. O som nesta altura estava muito mais ?sóbrio? do que o do seu colega de selo, Metope, e todo o público teve a oportunidade de ouvir um som acessível, mesmo para as mentes menos preparadas para estas andanças. De realçar o final do set com uma ?brincadeirinha? com o mega-hit ao ano passado, «Rocker» dos Alter Ego.

Quando quase todos pensavam que a apresentação da Areal ia ficar por ali, eis que surge em palco Metope para um set em conjunto. Batidas mais fortes que nunca com o minimalista cru e duro de fundo, arrepiante lembrando quase um semi-trance progressivo. Embalados com o feedback da plateia, os Metope continuaram, pela noite dentro até o sol se pôr bem alto mas desta vez com um som mais pesado mas também mais acessível através de batidas a puxar mais para o electro-house, com o auxílio de sofisticadas linhas de baixo. Se havia quem tivesse ficado ?chateado? com a primeira parte de Metope, sem dúvida que neste reentrée fez as pazes com o Dj de Colónia.

De frisar a boa disposição com que ambos os artistas se apresentaram em palco, dançando por vezes (principalmente Michael Schwanen) ainda mais que o público.

Aqueles que assistiram, provavelmente, viram uma amostra de como a música de dança irá, eventualmente, vingar nos próximos anos. Consultem a página e comprem os CD´s/Ep´s. A Areal Recots ainda vai dar que falar?



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