“As Férias do Pequeno Urso” | Benjamin Chaud

“As Férias do Pequeno Urso” | Benjamin Chaud

A floresta é onde e quando o homem (e o urso) quiser

Em “A Cantiga do Urso”, atraído pelo bzzz abelhesco que prometia um festim de mel sem imposição de quotas, o Pequeno Urso saltava da barriga do Papá Urso, abandonava o rigoroso regime de hibernação e lançava-se numa louca perseguição que só terminaria no telhado de uma bonita Ópera, após um curioso recital e uma ceia que contou com a companhia das estrelas.

O que o Pequeno Urso e o Papá Urso não esperavam é que a neve fizesse das suas, obrigando-os a descer do terraço e a procurar uma nova toca que, após uma breve busca, acabou por ser uma loja de peluches com toda a espécie de animais. Porém, quando o Pequeno Urso desaparece no dia seguinte, o Papá Urso tem de embarcar numa louca perseguição, que vai incluir um passeio de motoreta, uma aula de mergulho aquático e uma viagem de ida para uma ilha tropical.

As Férias do pequeno urso” (Orfeu Negro, 2013), a nova aventura de Benjamin Chaud que conta com a nossa dupla de ursos de eleição, mantém a receita vencedora: desenhos de grande formato que usam e abusam de pormenores – a cada leitura descobrem-se coisas novas, permitindo mesmo a construção de histórias paralelas -, um convite Wallyonesco para descobrir onde se encontra a dupla – sobretudo o mais pequeno, que se esconde com mais facilidade – e uma história com uma bendita dose de surrealismo, que nos faz sorrir de orelha a orelha. Para estes dois, a floresta é como o natal: é onde e quando o urso quiser.



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