Porque é que fodemos o amor?

“O amor é fodido” de Miguel Esteves Cardoso foi o chão onde João Garcia Miguel costurou um objeto teatral que, entre a comédia e a sátira, assume os riscos da improvisação e de uma comunicação mais direta com o público. Depois de estrear no Ferroviário em Lisboa, fez as malas e está em digressão pelo país. A próxima apresentação é em Torres Novas no Teatro Virgínia, a 11 de Abril.






Ferver por dentro

“Corpo suspenso”, de Rita Neves, sendo mais um passo nesse chão novo sobre a nossa experiência colonial que a arte, o pensamento e o jornalismo começaram a desbravar, dá-lhe um pouco mais carne, quase que o corpo traumatizado do pai passa para o corpo da filha, a actriz.



Cadernos RDB em Almada #3 | E agora? O que fica em nós desta viagem?

Terminou no domingo o Festival de Almada, uma maratona de vinte e quatro dias e vinte e um espectáculos, fora os actos complementares, quinze conversas, quatro colóquios, uma exposição que a Rua de Baixo acompanhou de perto. Para o ano, por escolha do público, regressa o Quem matou o meu pai?, a partir do texto de Edouard Louis, encenado por Ivo Van Hove e protagonizado por Hans Kesting.




Cadernos RDB em Almada #1 | A vida, uma imitação do teatro?

Terminou a primeira semana do Festival de Teatro de Almada, numa edição que tudo tem feito para trazer o teatro a estes tempos tão difíceis: nos palcos a tragédia, tanto a clássica como a contemporânea, o drama e a comédia. Fora dos palcos destaque para uma exposição sobre os cinquenta anos, o primeiro colóquio sobre o percurso da companhia e as conversas ao fim do dia.


Poderemos viver sem mentir?

“Cenas da vida conjugal”, com Ivo Canelas e Katrin Kaasa, dirigidos por Rita Calçada Bastos, espectáculo que veio substituir “Tierra de Sud”, pandemia dixit, é um objecto teatral surpreendente, poderoso, envolvente, que traz uma nova abordagem ao caldeirão temático deste festival: a verdade e a mentira nas relações no casamento.


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