BACANTES DE JOSÉ CELSO

Sexta, dia 20, chega a Portugal Bacantes de José Celso, um trabalho emblemático do encenador brasileiro e da sua companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona. Bacantes está em cena na Sala Principal de 20 a 22 de Janeiro. A Sala Principal transformou-se, literalmente, para receber uma das mais importantes figuras do teatro brasileiro: José Celso e a sua companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona (São Paulo). Esta será a primeira vez depois de 37 anos que a histórica companhia e encenador vêm a Portugal.

O trabalho de José Celso (nascido em 1937), considerado por vezes orgiástico e antropofágico, desenvolveu-se desde os anos 50 tendo resultado na criação do Teatro Oficina em 1960. José Celso traz ao São Luiz e a Lisboa Bacantes de Eurípides, um dos mais conhecidos projectos do Teatro Oficina. Bacantes reconstitui, em 25 cantos e 5 episódios, o ritual de origem do Teatro.

José Celso assina a autoria, a encenação e a música, cuja direcção musical está a cargo de Marcelo Pellegrini, da última tragédia grega conhecida de Eurípides – Bakchai (Βάκχαι)–, “aqui encenada como ópera de Carnaval para cantar o nascimento, a morte e renascimento de Dionísios, Deus do Teatro, do Vinho e do Carnaval.”

Bacantes estreou em 1995, sendo remontada nos anos seguintes, nomeadamente em 2010, para itinerância (Bacantes inspiraram a arquitectura do Teatro Oficina com a sua pista, fonte, camarins, jardim e tecto móvel funcionando como caixa de palco; a sua remontagem para o projecto Viagens Dionísicas recria essa estrutura nos espaços onde o projecto se apresenta, nomeadamente no São Luiz). As 5 horas do espectáculo Bacantes são partilhadas entre actores, nos quais o encenador também se inclui, e público, uma vez que este último é também chamado a participar no ritual que se estende a partir do palco.



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