Sagrada Família

Sagrada Família

Somos nós que escolhemos a família

Para a maioria das pessoas, a Sagrada Família é em Barcelona, mas para Lisboa, a Sagrada Família fica no seu coração, e como a de Gaudí, também esta está incompleta. Incompleta porque cada um de nós que a frequenta carrega consigo uma pequena parte da Sagrada Família.

E porque nem tudo tem de ser no Bairro Alto, em Santos ou no Cais-do-Sodré, existe desde a Primavera de 2013, na Avenida Duque de Loulé, um novo espaço na noite lisboeta. Na noite e no dia, já que as portas abrem às 15h, mesmo que o restaurante só funcione a partir das 20h, com petiscos disponíveis a partir das 19h para que nenhuma cerveja se sinta só. Neste restaurante podem juntar-se os grupos mais eclécticos já que no menu constam desde pratos vegetarianos até tapas, bruschettas ou tubérculos, tudo às mãos da chef Sara Crik, que entre outros locais já cozinhou no 100maneiras.

Mas o que acontece realmente na Sagrada Família?

Em primeiro lugar, pontos por terem uma cave. Uma cave para concertos faz sempre falta, e toda a gente sabe que os melhores concertos que já se viu foram sempre nesta ou naquela cave duma banda que estava a começar a carreira, e além do mais ficamos todos aconchegados numa molde humana em comunhão; é como o metro na hora de ponta mas duma maneira boa. Por lá já passaram Kussondulola, Irmãos Catita ou Kumpania Algazarra. Para quem prefere coisas mais calmas há sempre actividades paralelas no piso de cima com sets de DJs como os Stellar Regions ou Joe Parko. E porque nem só de música vive a noite, às segundas-feiras há uma espécie de sessões de poesia beat à tuga, organizadas por Tiago Gomes, intituladas “A poesia não janta sozinha”. Outros acontecimentos importantes como a feira do disco, o espectáculo de burlesco ou a projecção do documentário sobre coleccionadores de vinil portugueses “Música em pó” também lá tiveram lugar.

Além de bar, restaurante e clube, o local é também uma espécie de oficina artística in loco, oferecendo uma atmosfera boémia, e um certo ar sexy emprestado pela parede vermelha do fundo. Nas palavras dos próprios, a Sagrada Família é onde a arte do encontro acontece, e de facto, não só é difícil não encontrar caras conhecidas como é quase impossível não fazer novas amizades, ou quem sabe, algo mais.



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