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Battlefield 1: In the Name of the Tsar | Análise

A tua guerra ainda não acabou, soldado!

Depois de nos levar à França com They Shall Not Pass, Battlefield 1 convida-nos agora a fazer parte da maior frente da Primeira Grande Guerra, na Rússia. Disponível desde o dia 05 de Setembro, como Early Access para quem tem acesso ao Premium de Battlefield 1, In the Name of the Tsar, a mais recente expansão do jogo da DICE e a maior que a série alguma vez recebeu, já pode ser apreciada pelos demais jogadores que a queiram adquirir. Prepara-te para uma experiência multi-jogador tão arrebatadora como épica e que tão depressa não vais conseguir esquecer, vamos ver o que traz?

Comecemos pelos mapas, afinal de contas o palco de toda acção que decorre no jogo e dos marcantes conflitos nos quais se inspiram. Ao todo, são seis e primeiro, temos Lupkow Pass, Galicia e Brusilov’s Keep que colocam os jogadores a fazer parte do conflito que opôs o império Russo às forças Austro-Húngaras. Albion, por sua vez, transporta os jogadores para a península do Báltico, em plena invasão por parte do império Germânico. Por fim, In the Name of the Tsar, leva-nos também numa viagem no tempo ao Rio Volga e a Tsarítsin (Volgogrado) durante o período de Guerra Civil que opôs os Bolcheviques (designados como Exército Vermelho) ao Exército Imperial Russo (o Exército Branco). A DICE esmerou-se com esta expansão que, para mim, é a melhor que a série alguma vez recebeu.

Desde os barrancos cobertos de neve de Lupkow Pass às ruas barricadas de Tsarítsin, não há cenário que não impressione. Só é pena que contemplá-los possa levar a uma morte prematura. Percorrê-los, no entanto, em busca de cumprir objectivos é um misto de aterrador com algo de incrivelmente épico, se a isso acrescentarmos um trabalho de som também ele de excelência. Desde estrondosas explosões a aviões que pairam perigosamente sobre nós e tanques que não olham a meios em busca de um alvo para abater, é também impossível ficar indiferente aos próprios soldados que se assustam com toda a acção que os rodeia e que, ofegantes, escapam a uma granada ou uma vertiginosa rajada de tiros que lhes podia ter sido fatal. A acompanhar o desenvolvimento destes confrontos que ora podem culminar na mais revigorante vitória ou na mais desoladora derrota… está também uma banda sonora igualmente arrepiante.

O nível de detalhe destes cenários é imenso e o leque de abordagens que permitem é igualmente impressionante. Oportunidades não vão faltar para darem uso aos novos veículos e armas que esta expansão tem para vos oferecer, seja nas duas novas Operations ou no novo modo Supply Drop, onde duas equipas de doze jogadores tentam desenfreadamente ganhar controlo sobre provisões que vão caindo em certos pontos do mapa. É muito semelhante ao modo Drop Zone de Star Wars Battlefront, só que numa escala muito maior. Quanto às armas, gostei de todas elas mas, aqui entre nós, a espingarda Sniper Martini-Henry continua a ser a minha arma de eleição. E ainda bem, porque foi a jogar de Scout que me deparei com uma das principais novidades desta expansão que é a de ver esta classe ser representada pelas mulheres do Primeiro Batalhão da Morte Russo. Note-se que esta é a primeira vez que a série Battlefield introduz personagens femininas no modo Multi-Jogador.

Se procuram motivos para continuarem a explorar a vossa classe preferida, ou até mesmo para a colocar de lado em detrimento de outra, talvez os desafios que In the Name of the Tsar introduz vos encham as medidas. Aceitem as várias designações de serviços, completem esses mesmos desafios e recolham pontos de experiência para a classe com a qual estão a jogar. Pontos esses que vos ajudarão agora a desbloquear especializações, ou Perks se preferirem, variando, por exemplo, entre uma maior capacidade de regeneração ou uma maior eficácia no uso da baioneta.

És fã de Battlefield e pensas que a tua guerra acabou? Então pega nas tuas armas, soldado, porque In the Name of the Tsar chega a Battlefield 1 como a maior expansão que a série alguma vez recebeu e chama por ti. Com novos mapas onde combater, novas armas, veículos para explorar e novas dinâmicas que mudam a forma como jogas a tua classe preferida, as horas vão passar e não vais dar por isso.



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