Battlefield 4

Battlefield 4 | Análise

Da EA chega-nos Battlefield 4. A quarta entrada numa das mais aclamadas séries FPS promete algumas melhorias e novidades em termos de jogabilidade, bem como um nível de  grafismo nunca antes visto na série. Será que consegue?

Começando pela história, esta tem lugar em 2020, seis anos após os eventos da história de Battlefield 3. O clima de tensão entre os Estados Unidos e a Rússia nunca esteve tão acentuado. Só que agora também a China se prepara para a guerra, uma vez que o Almirante Chang tem como objectivo usurpar o governo. Caso consiga terá todo o apoio da Rússia que ganha assim um forte aliado contra os Estados Unidos.

A primeira missão passa-se no Azerbeijão e introduz-nos o Sargento Recker. O objectivo é evacuar um conjunto de dados importantíssimos ao mesmo tempo que somos perseguidos por agentes russos. É no decorrer destas missões que nos são apresentadas algumas das novas funcionalidades do sistema de combate do Battlefield e que têm como objectivo melhorar a nossa capacidade de sobrevivência no campo de batalha. Podemos agora marcar os nossos inimigos o que faz com que os nossos aliados os ataquem, podemos disparar a nossa arma secundária quando estamos dentro de água (deixamos assim de ser “patinhos” indefesos) e podemos, quando estamos a nadar, mergulhar para evitar que sejamos detectados pelos nossos inimigos. Temos também a capacidade de alternar entre modos de disparo. Com o Single Shot disparamos apenas um tiro mas com maior precisão, já o Multi-Shot tem várias ramificações e proporciona uma sucessão rápida de tiros. Outra novidade é o Dual Scope, que nos permite alternar entre um Scope de curto e longo alcance quando quisermos e o facto de podermos contra-atacar quem nos ataca com uma faca pela frente.

Apesar de estar mais interessante do que a história do Battlefield 3, continua a pecar mesmo assim pela falta de um enredo mais forte. Muitas explosões, cenas de tortura, sangue e traição, enfim todos os clichés que se podem esperar de um título deste género. Em termos de longevidade, contem com mais ou menos cinco horas de história.

O nível de grafismo, é sem dúvida impressionante, graças ao motor gráfico Frostbite 3. Infelizmente só pode ser apreciado na totalidade por computadores topo de gama ou pela Playstation 4 (onde foi testado) e Xbox One (apesar de esta ainda não ter sido lançada em Portugal). Os cenários estão incrivelmente detalhados bem como toda a acção que neles tem lugar. Os tiros, as explosões, prédios a caír, um barco enorme que entra por uma ilha a dentro, tempestades, enfim… Um vasto leque de experiências que nos fazem sentir que estamos num campo de batalha real.

Mas passemos então ao motivo que trouxe a maior parte dos leitores a esta análise, o Multiplayer. É simplesmente espectacular… vá pirem-se. Falando a sério, o Multiplayer continua a ser o ponto forte do Battlefield e nele podemos contar com armas e veículos novos. O sistema e progressão continua igual e temos também ao nosso dispor as quatro classes tradicionais, Assault, Engineer, Support e Recon que sofreram algumas alterações. Por exemplo quem é Recon pode agora passear pelo campo de batalha com C-4, já os Support podem começar a utilizar os Lança-Granadas mais potentes. Os jogadores podem agora equipar diferentes tipos de armas como as Carbines, DMR e Shotguns. Desta forma, torna-se mais fácil alternar entre papéis mais defensivos e ofensivos, sempre de acordo com o nosso estilo de jogo. Uma das novas e pertinentes adições a este modo, são as armas estrategicamente colocadas nos mapas. Temos Sniper  Rifles em telhados e Lança-Granadas e Shotguns dentro de casas. Se vale a pena atravessar o campo de batalha e procurar estas armas? Experimentem levar um ou mais tiros destas meninas e digam-me depois.

O antigo modo Commander está de volta ao Battlefield e só pode ser jogado através de uma Tablet, sem precisar de PC ou consola. Apesar de não estar fisicamente presente no campo de batalha, o Commander é sem dúvida uma ajuda preciosa aos esquadrões da sua facção. Na nossa tablet podemos apenas ver o mapa do cenário em questão e a localização dos nossos soldados. Para os ajudar temos um vasto leque de ferramentas ao nosso dispor. Podemos, por exemplo, enviar Drones que patrulham uma área à nossa escolha e que revelam todos os inimigos que nela se encontrem,  caixas de munições, veículos e até mesmo mísseis caso os nossos companheiros precisem de um apoio mais agressivo. Temos também a opção, como Commander, de promover alguns esquadrões o que lhes permite desbloquear mais cedo os Field Upgrades, kits que apresentam algumas . De notar que agora os esquadrões são compostos por cinco membros e que temos agora mais uma facção, a Chinesa.

Quem jogou ao multiplayer do Battlefield 3, sem dúvida que se lembra do incrível que era ver a Radial Tower, do mapa Caspian Border, a cair. Estes eventos de destruição são mais frequentes no Battlefield 4 e além da óbvia qualidade gráfica, podem alterar por completo o cenário em que estamos e por vezes até os objectivos que temos de cumprir. Exemplo disso é o mapa Paracel Storm, no qual podemos contar com um Destroyer (Contratorpedeiro) a “atracar” pela ilha a dentro, a partir daí quem controlar o barco, tem grandes hipóteses de sair vitorioso.

Battlefield 4

No que diz respeito a modos de jogos, podem contar com duas novidades, Obliteration e Elimination. Em Obliteration, como o nome indica,  ambas as equipas têm de lutar pela posse de uma única bomba que não tem um sítio específico para aparecer no mapa. Quem a apanhar, tem de a levar ao objectivo marcado no mapa e destruí-lo. Quem não a tem, claro que tem de a recuperar evitar que os seus objectivos sejam destruídos. Caso um ponto seja destruído, a bomba reaparece noutro local do mapa. No modo Elimination, temos como objectivo derrotar a equipa contrária, mas  temos de ter cuidado porque quando morremos não há respawn, ou seja ficamos mortos.

Battlefield 4 apresenta-se com um dos grandes FPS desta nova geração de jogos. Com um grafismo fantástico, e um sistema de som igualmente brilhante, são várias as experiências que nos são proporcionadas. No entanto, não contem com um modo história com o melhor dos enredos e longevidade, uma vez que o Multiplayer é sem dúvida o ponto fortíssimo deste título. Agora se me permitem, tenho ali umas contas a ajustar com um cavalheiro.



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