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BD Beja 2011

Entre o dia 29 de Maio e 12 Junho a cidade de Beja recebeu a 7ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada, que já se tornou numa referência nacional e internacional.

O festival já nos habituou a uma enorme variedade de estilos e influências e este ano não foi excepção, tendo apresentado uma série de novos nomes nacionais e os habituais artistas estrangeiros de todos os tipos de origens e estilos.

Depois de ter atingido o seu máximo de expansão nas duas últimas edições que contaram com 21 exposições, nesta edição estiveram disponíveis “apenas” 17, um número mais manejável para os visitantes do festival e da cidade que antes não tinham tempo para conhecer toda a oferta.

Este ano as exposições concentraram-se nos locais mais habituais, a Casa da Cultura, Biblioteca Municipal de Beja – José Saramago, Museu Regional de Beja e Museu Jorge Vieira – Casa das Artes.

A Casa da Cultura recebeu a maioria das exposições a que já fomos habituados com ambientes sóbrios. Estiveram presentes com exposições Ivo Milazzo (“Ken Parker”), Aleksandar Zograf (“Regards from Serbia”), Andrea Bruno (“Brodo di Niente”), Pablo Auladell (“Mar de Sabanas”), Ricardo Cabral (“Evereste”, “Israel Sketchbook”), Liam Sharp (“Gears of War”), Loustal (“Coeurs de Sable”), João Mascarenhas (“Menino Triste”), Fernando Relvas (“Em Desgraça”), Rui Lacas (“Obrigada, Patrão”; “Asteroid Fighters”) e duas exposições colectivas, “Portugueses na Marvel” com trabalhos de Ricardo Tércio, João Lemos, Filipe Andrade e Nuno Plati (“Avengers Fairy Tales”; “X-23”; “Onslaught Unleashed”), “Futuro Primitivo”, com cerca de 40 diferentes autores nacionais e estrangeiros organizada pela Chilli Com Carne, e ainda Victor Mesquita (“Esternus 9”), este sem exposição.

O fanzine Venham+5 não poderia faltar e, como tal, a exposição correspondente ao n.º 8 estava presente no Museu Regional de Beja.

Na Biblioteca Municipal de Beja, três exposições: Bernardo Carvalho, ilustrador da editora Planeta Tangerina, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração em 2009; a colectiva “À Volta do Mundo” que reúne trabalhos de alunos de várias escolas da região; e ainda um novo talento português (bejense por sinal) a ter em atenção no futuro, Inês Freitas.

O festival, como sempre, foi espaço para mais programação sempre relacionada com BD desde conferências, filmes, curtas, mesas redondas, os habituais autógrafos, apresentações de projectos e novidades e muito mais. O destaque deste ano foi para “As Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy” onde Filipe Melo apresentou as primeiras pranchas das histórias a serem publicadas na histórica antologia “Dark Horse Presents”, “Zona Gráfica 2”, o mais recente livro do colectivo Zona (editado sob o selo Associação Tentáculo) também foi um dos novos projectos a ser apresentados.

Quem visitou o festival notou algumas diferenças em relação a outros anos. Depois de um crescimento contínuo com exposições um pouco por toda a cidade, o festival atingiu o seu máximo de expansão tendo regressado a um número de locais de exposição mais simpáticos para os visitantes.

No primeiro fim-de-semana, data por excelência em que o principal do festival se concentra na Casa da Cultura, dir-se-ia numa primeira impressão que o número de visitas tinha diminuído significativamente. Isso poderia ser explicado pela falta de estrelas internacionais bem conhecidas como aconteceu com o cancelamento à última hora da Melinda Gebbie que não ajudou, mas tal não significa que o festival tenha sofrido com isso, antes pelo contrário. De acordo com Paulo Monteiro, director do festival, este ano estiveram presentes um pouco mais de oito mil visitantes, marca atingida no ano passado. Além disso, a tenda instalada no exterior da Casa da Cultura contribuiu para uma dispersão do público que normalmente estava concentrado no seu interior, o que passava a imagem de que estariam presentes menos visitantes no primeiro fim-de-semana.

De uma forma geral o festival cresceu tendo encontrado o seu core. Cresceu no número de livreiros e visitantes tendo concentrado as exposições nos locais mais acessíveis para quem está de visita à cidade apenas para o festival.



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