“Biliões e biliões” | Carl Sagan

“Biliões e biliões” | Carl Sagan

O último alerta

«De facto, estar à beira da morte é uma experiência tão positiva, tão importante para a formação do carácter que a recomendaria a toda a gente…»

Para quem é do tempo em que a TV Portuguesa se resumia a dois canais, o nome Carl Sagan soa de forma familiar. Rebuscando em memórias a preto-e-branco, talvez se lembrem da série “Cosmos”, uma espécie de “TV Rural” cientifica em que Sagan fazia o papel de “Engº Sousa Veloso” falando e explicando (bem) como havia nascido a vida no nosso planeta, entre outras coisas (a memória também já não dá para tanto).

Carl S. faleceu em 1996, «no limiar do milénio», como se lê no sub-titulo de “Biliões e biliões – pensamentos sobre a vida e a morte no limiar do milénio” (Gradiva, 2013 – 3ª edição). Foi muito mais que um mero apresentador televisivo, antes um cientista reputado que, entre outras coisas, teve papel preponderante em missões da NASA , recebendo um Pulitzer.

Utilizou a fama granjeada nas suas aparições televisivas para, por diversas vezes, expor as suas preocupações acerca do presente/futuro do nosso planeta, da forma como o ambiente é (mal) tratado e o impacto brutal e decisivo do ser humano em tudo isto (Al Gore, nunca estiveste só!).

Neste livro, escrito enquanto era tratado à doença que acabou por o vitimar, Sagan relembra mais uma vez, para todos os “alunos” mal comportados e desatentos, que o perigo está aí, à espreita. Abordando temas diversos, utiliza um fio-condutor comum para deixar uma última mensagem, um ultimo alerta.

E se é verdade que este livro terá feito mais sentido na altura do deu 1º lançamento (1998), também não o é menos que se trata de uma obra intemporal, escrita por um homem fantástico, um professor, cientista, escritor, comunicador, ecologista… Carl Sagan.



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