Bookcrossing

Livros perdidos, abandonados e achados.

What is BookCrossing, you ask? It’s a global book club that crosses time and space. It’s a reading group that knows no geographical boundaries.(…) it’s the act of freeing books that points to the heart of BookCrossing.(…)Our goal, simply, is to make the whole world a library. BookCrossing is a book exchange of infinite proportion, the first and only of its kind.

Tenho tentado, desde que comecei a colaborar com a Rua de Baixo, trazer a este espaço temas relacionados com a literatura e/ou o mundo dos livros que não assentem na desgastada, e sempre controversa, crítica literária. Fruto dessa vontade o tema sugerido é o Bookcrossing. Nunca ouviu falar? Pois bem, veio ao local certo.

Por vezes surgem boas ideias. Se lhes juntarmos altruísmo e uma atitude desinteressada tornam-se quase perfeitas. É o caso do Bookcrossing. Para quem ainda não sabe, o Bookcrossing consiste simplesmente em ler um livro e depois deixá-lo em qualquer local público. Simples, não?

É uma espécie de comunidade internacional de leitores, os quais disponibilizam os seus livros para viajarem pelo mundo. Os vectores essenciais desta ideia são o desapego, a partilha, a circulação livre de ideias e bens culturais. Nada mal, não acha?

Em breves linhas, o BookCrossing é um clube de livros, global, que transcende o tempo e o espaço, ou seja é um grupo de leitura que não conhece limites geográficos. O movimento já conta com 137.692 membros registados em todo o mundo e 461.721 livros em movimento. Os números penso que falam por si.

Mas o que tem este movimento de tão apelativo? O Bookcrossing associa o livro a movimento e é uma comunidade mundial que visa dinamizar a leitura e que entende que «os livros querem ser livres» e devem ser passados ao maior número de leitores.

A associação foi criada em Abril de 2001 e tem um site em www.bookcrossing.com. Na prática, os membros desta comunidade libertam os seus livros, gratuitamente, podendo registá-los no BookCrossing para que fiquem devidamente identificados e assim eles possam viajar pelo mundo fora, indo parar às mãos de pessoas que os encontram nos mais variados locais: numa livraria aderente (em Aveiro, por exemplo), numa biblioteca, numa mesa do café, num banco de jardim, etc. É esse acto de libertar os livros que define, por excelência, o BookCrossing. O objectivo do BookCrossing  é, simplesmente, transformar o mundo inteiro numa gigantesca biblioteca.

Ao contrário do que possa pensar, Portugal é um dos países mais activos deste movimento. Isto, porque se trocam muitos livros, e há muitos libertados diariamente. O primeiro membro nacional registou-se a 1 de Julho de 2002. Actualmente há dezenas de obras em circulação por terras lusas. O primeiro encontro português decorreu a 20 de Novembro de 2002, em Lisboa, e já decorreram outras acções no Porto, Almada, Coimbra, Sintra e Braga. Há, também, locais habituais de Bookcrossing, como o bar/restaurante «Agito», no Bairro Alto, em Lisboa.

As obras que circulam em Portugal são, maioritariamente, em português e inglês. Algumas chegam a viajar para destinos como Espanha, Alemanha, Estados Unidos e Brasil. Os títulos mais usuais são, por exemplo, «Cão como Nós», de Manuel Alegre e «O Caderno vermelho», de Paul Auster. Os leitores podem, ainda, comentar e partilhar as suas opiniões capítulo a capítulo em leiturapartilhada.blogspot.com Porque espera? Ainda não está convencido?



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This