Bor Land @ Culturgest

Três projectos da editora independente para ouvir no Anfiteatro de Ar Livre de 6 a 8 de Julho.

A Bor Land tem sido uma das principais impulsionadoras da música independente nacional. Durante os últimos 5 anos tem “remado contra a maré” e editado alguns dos discos mais importantes e interessantes da música contemporânea portuguesa. A rua de baixo tem estado sempre atenta às movimentações da editora da Invicta e apoiado os seus projectos. Assim, é com muito agrado que convidamos os nossos leitores a passarem pela Culturgest, de 6 a 8 de Julho, e desfrutarem da excelente nova música nacional.

Fiquem com a informação, retirada integralmente do press release a que tivemos acesso, dos três projectos que vão estar presentes neste pequeno ciclo Bor Land/Culturgest.

Dia 6 de Julho – München

“É o som de uma nova urbanidade acústica. Servem os palavrões para dizer que esta música tresanda a mecanismos de precisão enferrujados e, por isso, doces. São cordas em desuso e percussões em multiusos. Não há meninos. Todos os elementos dos München já tocaram noutras bandas. Quase todas mais ruidosas.

Em 1999, Bruno Duarte decide sentar-se e desde então os München deram mais de 20 concertos, todos sentados. Em palco nunca são menos de quatro e nunca foram mais de nove. O dinheiro para as batatas nunca veio da música. Esta situação permitiu e permite uma liberdade criativa que, enquanto confundir próprios e alheios, é a razão da existência dos München. Confundir os próprios é ouvir folclore turco ou electroacústica experimental e, para raiva ou deleite do parceiro, não tocar nem uma coisa nem outra. Confundir alheios é mais perigoso. A vida não é fácil.

É claro que há quem, com gavetas e rótulos, a tente simplificar. München é uma banda de toy music: existem de facto brinquedos sonoros. München é uma pequena orquestra de câmara: tocam guitarra clássica e viola de arco. München é uma banda rock: a bateria e guitarra eléctrica estão lá. Em que é que ficamos? Ficamos, como no princípio, sentados a tocar. Será ainda editado o primeira longa-duração intitulado Fala Mongue.”

Dia 7 de Julho – Old Jerusalem

“Old Jerusalem é um projecto formado por Francisco Silva, um songwriter que se enquadra na área do “alternative country / folk”. O primeiro lançamento em 2001 surge em formato split-cd com o projecto Alla Polacca. A este segue-se o álbum de estreia “April” com produção de Paulo Miranda – The Unplayable Sofa Guitar – o qual obtém uma excelente receptividade, sendo votado como um dos discos do ano pela imprensa portuguesa. Após uma série de concertos a solo é integrado na formação Miguel Gomes dos projectos Mindelo e Complicado. Em Outubro de 2004 acaba as gravações de “Twice the Humbling Sun”, o segundo disco que conta novamente com produção de Paulo Miranda e edição Bor Land. Editado a Abril de 2005, “Twice The Humbling Sun” foi considerado Disco do Ano pela principal imprensa portuguesa.”

Dia 8 de Julho – Alla Polacca

“Projecto que surge em Setembro de 2001, reunindo actualmente 4 músicos. Em Dezembro do mesmo ano, gravam três temas que mais tarde viriam a integrar o split-cd “Old & Alla” com o projecto Old Jerusalem. Ao vivo uma representação sonora sempre em mutação, surgindo com diversas colaborações de músicos de diferentes áreas. Em Julho de 2003 gravam o seu primeiro trabalho produzido por Paulo Miranda no AMPstudio, editado num split-cd intitulado “Why Not You?” com o projecto Stowaways. De momento encontram-se em composição do próximo longa-duração com edição prevista para 2007.”



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