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BOUNCERS

1990S Remix.

Os engates dos clientes, as adolescentes com as hormonas aos saltos, homens e mulheres casados à procura de uma aventura para quebrar a rotina. Eric, Judd, Ralph e Les são porteiros de uma discoteca de segunda e ao fim da noite juntam-se para partilhar as suas histórias e as frustações do seu trabalho. Afinal, os porteiros são pessoas normais.

Uma black box, quatro cadeiras ao fundo e dois degraus que bem podiam pertencer a um qualquer passeio de uma rua escura de Londres ou de Lisboa. É este o cenário perfeito de “Bouncers – 1990’s Remix”, que esteve em cena Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul até ao passado dia 14 de Março. Como não podia deixar de ser, à porta esperam-nos não 1, mas 4 porteiros. Entramos ao som de “Vogue” de Maddona, as luzes apagam-se e os quatro rapazes vestidos de preto preparam-se para mais uma noite de borgas alheias.

Entre confissões e desabafos, Eric, Judd, Ralph e Les caricaturam raparigas que se produzem no cabeleireiro antes de ir para a festa e rapazes ansiosos pelo engate da noite. Ou homens casados à procura de uma one night stand para quebrar a rotina. A chegada ao bar, os primeiros shots, as primeiras tentativas de levar uma rapariga para casa, uma dança romântica a passos trocados ao som de “Against All Ods” de Phil Collins ou  “I Want to Know what love is” de Foreigner, são encarnados pelos 4 porteiros, nos gestos e na voz, com humor e sarcasmo. Com personalidades muito distintas Eric, Judd, Ralph e Les, têm uma única coisa em comum: estão cansados do ambiente degradante da noite, fartos das bebedeiras dos clientes, mas mesmo assim não conseguem largar a porta da discoteca.

Com encenação de Rafaela Lacerda e totalmente falada em inglês, a peça é escrita pelo dramaturgo britânico John Godber. Composta por dois actores portugueses (Ricardo Vaz Trindade, Eduardo Ribeiro) e dois actores ingleses (Norman MacCallum, Craig Edgley), a companhia Lisbon Players existe há 6 anos, na Estrela em Lisboa, e todos os seus espectáculos são exclusivamente produzidos em inglês. «A ideia é atrair principalmente os turistas e os estudantes Erasmus, por exemplo», explica a encenadora Rafaela Lacerda. Apesar de ser um grupo de teatro essencialmente amador, a companhia já levou à cena textos de Shakespeare, Tennessee Williams, Chekhov, Harold Pinter, Tom Stoppard, Oliver Goldsmith, Ibsen, Oscar Wilde, Sophocles, David Mamet and David Edgar entre outros.



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