Bravely Second: End Layer

Bravely Second: End Layer | Análise

Em JRPG que vende não se mexe! Bravely Second é Fenomenal!

Sem dúvida um dos maiores sucessos de vendas da Square Enix nos últimos anos, Bravely Default surpreendeu tudo e todos pela sua qualidade e pelo regresso às origens daquilo que eram os “velhinhos” Final Fantasy. Afinal, era o que todo o fã do nicho JRPG sempre havia desejado e que não via satisfeito com a mais recente política da empresa com a sua aclamada saga. Com isto, Bravely Default era mais Final Fantasy do que qualquer Final Fantasy lançado recentemente. Com todo o sucesso alcançado, era inevitável que a série conhecesse um segundo lançamento. Desta feita, Bravely Second: End Layer traz consigo algumas novidades (como novas profissões, melhorias no sistema de combate e uma nova narrativa), mas acima de tudo esta segunda entrada na série Bravely é uma jogada muito segura da Square Enix. Contente com aquilo que havia alcançado com Bravely Default, a empresa nipónica centrou a sua visão no aprimorar de vários aspectos que ao regressarem em Bravely Second fazem com que esta nova entrada seja, afinal de contas, mais do mesmo. Apesar de normalmente dizermos esta expressão com um sentido pejorativo… tal não acontece aqui, já que as cerca de 70 horas que gastei com Bravely Default não haviam sido de todo suficientes. Bravely Second é mais do que bem-vindo!

Depois dos acontecimentos que envolveram Luxendarc e os cristais, Bravely Second começa num mundo aparentemente pacífico, com algumas personagens já conhecidas do jogo anterior. Agnès Oblige, agora a Pope da Crystal Orthodoxy, prepara-se para assinar um tratado de paz com o Duchy of Eternia quando é raptada pelo Kaiser Oblivion, o mau da fita de serviço, pronto a acabar com o mundo de Luxendarc. A personagem principal, Yew Geneolgia, é o capitão da guarda responsável por proteger Agnès mas ao falhar na sua tarefa, embarca numa aventura para a resgatar da fortaleza voadora de Skyhold. Ao seu lado estarão Edea e Tiz, regressados do jogo anterior, assim como Magnolia Arch – vinda da Lua numa missão para derrotar os monstros que atacaram a sua terra natal. Algumas zonas conhecidas regressam, mas também aqui há várias novidades nos cenários que primam pelo excelente trabalho artístico. Al-Khampis, Gathelatio ou Yunohana são apenas algumas das peças de arte que podemos atravessar no papel de Yew Geneolgia.

O elogiado sistema de profissões de Bravely Default regressa também e com novas profissões. Algumas delas bem extravagantes até, como é o caso do Patissier, que através das suas sobremesas permite às personagens paralisar e envenenar os inimigos ou o Catmancer que consegue aprender movimentos dos monstros com os quais nos vamos deparando. Entre as novidades estão ainda o Astrologian, o Hawkeye, o Exorcist, o Wizard, o Charioteer, o Fencer (que vem substituir o anterior Spell Fencer) o Guardian e muitas outras que não iremos revelar aqui para que tenham o prazer de as descobrir por entre a totalidade das 30 profissões que podem usar em Bravely Second: End Layer. Para conseguirmos novas profissões continuamos a precisar de derrotar os donos dos respectivos asterisks, embora aqui acessíveis de uma forma ligeiramente diferente já que, na sua maioria surgem em side quests. Nelas temos que tomar decisões que normalmente colocam uma profissão contra outra e, dependendo do lado que tomemos, acabamos por lutar pelo asterisk.

O combate permanece, em grande parte, idêntico. Como acontecia no primeiro jogo, o combate desenvolve-se através de uma estrutura por turnos, habitual nos clássicos do género. No entanto, Bravely Default trouxe uma enorme novidade: o sistema ‘Brave’ e ‘Default’. Se, com a opção ‘Brave’ activada, podemos exceder os limites da nossa vez de agir (activando mais opções mediante o sacrifício dos próximos turnos), com a opção ‘Default’ guardamos a oportunidade de agir para uma próxima vez, defendendo ao mesmo tempo. Este sistema permite planear atempadamente um ataque em força ou sacrificar tudo de uma só vez quando vemos os nossos “calos apertados”. Tudo mediante a situação em que nos encontramos, tornando tudo muito mais complexo do que o habitual “agora jogo eu, agora jogas tu”. As novidades chegam a partir do menu do jogo onde podemos definir as nossas próprias configurações de batalha com diferentes combinações de profissões, habilidades e equipamentos. O mesmo acontece com o sistema de combate automático que agora permite configurar três tipos de repetições, ao invés do que acontecia em Bravely Default onde apenas guardava a ultima combinação de ataques utilizada. Algo que, no entanto, também pode ser activado em Bravely Second, caso o jogador assim o prefira.

Outra novidade é o sistema de batalha contínuo que permite aos jogadores evoluírem, muito mais depressa, as suas personagens. Por exemplo, se derrotarmos um grupo de inimigos apenas com a primeira ronda de ataques, podemos continuar logo de seguida contra novos inimigos e com 1.5x de bónus acrescentado sobre a experiência, dinheiro e pontos para as profissões. A grande desvantagem é que as nossas personagens começam a segunda batalha com os pontos de turno gastos ainda da batalha anterior, podendo colocar a nossa equipa demasiado indefesa perante os ataques inimigos.

Semelhante ao que acontecia em Bravely Default com Norende, aqui também, temos de reconstruir uma cidade que desta vez se situa na Lua. Constantemente sobre ataque das criaturas que Magnolia Arch persegue, será através destes confrontos que poderemos ganhar itens que poderão alterar drasticamente as nossas capacidades de sucesso em Bravely Second.

A Square Enix jogou definitivamente pelo seguro com Bravely Second: End Layer, não arriscando de todo e optando por aprimorar a fórmula de sucesso de Bravely Default. Uma opção que quanto a mim não podia ter sido melhor tomada. Só tenha pena que não possamos, de alguma forma, partir do save anterior de Bravely Default e sejamos obrigados a recomeçar tudo do zero. Mas, mal damos conta já estamos novamente entranhados no sistema fantástico de profissões e apaixonados pela nova narrativa. É sempre bom voltar ao mundo de Luxendarc. Bravely Second: End Layer é fenomenal!



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