Bright Minds, Beautiful Ideas

A Bienal de Lisboa oferece-nos mais uma exposição sobre design

2003 é o ano do reconhecimento da ExperimentaDesign. A 29 de Janeiro, foi aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal da Câmara Municipal de Lisboa a sua passagem a Bienal de Lisboa, o que vem confirmar a importância que a ExperimentaDesign tem para a cidade.

Explorando a cultura do design numa perspectiva não comercial, propõe-se a estimular a capacidade criativa, crítica e produtiva portuguesa, promover a formação de novos públicos e enriquecer a ligação entre economia e cultura, trazendo a cada dois anos projectos propositadamente desenvolvidos para a Bienal. É definitivamente um bom modo de se descobrir o potencial criativo português. A Bienal explora a ideia da cultura do design nas práticas criativas contemporâneas e inclui diversas áreas: ambient design, arquitectura, artes visuais, cinema, design gráfico, design industrial, design de moda, fotografia, multimédia, música, vídeo e web design.

Dentro do seu programa, decidimos destacar uma exposição em particular. Bright Minds, Beautiful Ideas reúne os mundos criativos de dois importantes designers clássicos – o italiano Bruno Munari (1907-1999) e o casal americano Charles (1907-1978) e Ray (1912-1988) Eames – e dois contemporâneos – o espanhol Martí Guixé (1964) e o holandês Jurgen Bey (1965). Estão ligados pelo seu compromisso total para com o design e por um pensamento comum em relação ao mesmo em épocas diferentes.

Na mesma época dos Eames, Bruno Munari chegou a ser apelidado como o “novo Leonardo” por Picasso. Foi pintor, designer gráfico, escultor, fotógrafo e escritor. Na sua vida profissional seguia sempre estes princípios: lucidez, assertividade, exactidão e humor. Tinha uma visão ampla e sempre mostrou resultados artísticos. Eames e Munari tinham reflexões paralelas durante a mesma era, com um resultado pessoal e original.

Designers originais e talentosos, são fundamentais para gerar novas formas de pensamento. Hoje, existem pelo menos dois designers a criar reflexão sobre o design com um sentido de alegria e consciência ambiental: Martí Guixé e Jurgen Bey.

Martí vive e trabalha em Espanha e é uma estrela em ascensão no mundo do design. A sua abordagem à funcionalidade não é, no mínimo, convencional. Por exemplo, ele inventa formas de melhorar a funcionalidade das coisas que comemos para tornar a nossa vida quotidiana mais aprazível e é a partir daqui, juntamente com uma apresentação em Milão, que o seu sucesso internacional cresce. Jurgen é holandês, tem uma ambição enorme de compreender o Mundo e valoriza imenso os valores emocionais e locais. O seu trabalho é exposto mundialmente. Ambos os artistas buscam inspiração em si mesmos e mantêm pouco contacto com a indústria, apresentando trabalhos invulgares, mas formidáveis.

Esta exposição é comissariada pelo designer holandês Ed Annink e sugere que há algo a dizer sobre o que liga os quatro designers por forma a lançar um debate sobre o valor do design nos dias de hoje e o papel que o consumo de massas desenrola no contexto internacional.

Pode ser vista até dia 30 de Novembro na galeria 3, piso 2 do Centro Cultural de Belém.



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