Brokeback Mountain

Western romântico de Ang Lee.

Este filme dá-nos a conhecer as assombrosas paisagens de Wyoming e Texas em 1963 através de, aparentemente, uma história normal de dois cowboys, Ennis e Jack, recrutados para tomar conta de um rancho na montanha Brokeback. Até este momento eles eram homens americanos vulgares com a necessidade e desejo de empregos estáveis, casamentos felizes e consequente constituição de famílias.

Ennis, de porte extremamente másculo mas com atributos de cozinheiro, já anteriormente tinha trabalhado em ranchos e tem uma mulher à sua espera, depois deste trabalho. Jack, mais sensível nas maneiras e sentimentos mas sem atributos de cozinheiro, ainda se encontra um pouco “à deriva” mas revê-se nos planos do seu companheiro.

Mas algo muda a partir do momento em que eles vão para a montanha. Durante a sua estadia ao ar livre desenvolvem uma relação de camaradagem profunda, sendo confrontados com sentimentos instintivos de atracção que nem as educações conservadoras conseguem controlar. Sentimentos que não pediram nem percebem. Algo fora do seu alcance que deixa de estar nas suas mãos, para passar a ser orquestrado por algo superior. Pela montanha provavelmente!

E assim começa a história… o romance…a paixão…a frustração de um amor repudiado e a cumplicidade voraz polémica de duas almas gémeas. Deleite-se com as suas belas paisagens e o amor que só elas presenciam.

O filme é baseado num conto da vencedora de um Prémio Pulitzer, Annie Proulx. Ang Lee, realizador de origem taiwanesa e de “Tigre e o Dragão” de 2000, pegou na história e adaptou-a ao cinema. Ennis é representado por Heath Ledger, Jack por Jake Gyllenhaal. Todos juntos, contando com os que aqui não mencionei, ganharam, até agora, um Leão de Ouro de Veneza de Melhor Filme e três Óscares da academia.

Esta equipa apresenta-nos um western romântico de “Malboro men” apaixonados, conseguindo, através da neutralidade certeira de Ang Lee como “outsider” da sociedade norte-americana, uma das mais bonitas histórias de amor dos últimos tempos. Vivam as montanhas e as ovelhas “cupidolares”!



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