Bud Spencer

Bud Spencer

Para sempre ficam as memórias...

Foi com consternação que recebi mais uma notícia de falecimento, desta feita, Bud Spencer, neste terrível ano que tantos talentos tem ceifado, tantas referências nos tem levado. Ícones, que por serem isso mesmo pensamos que são imortais e eternos, que nos deixam com uma saudade repentina e amarga e nos fazem mergulhar no conforto das memórias dos filmes assistidos ou das músicas ouvidas muitas vezes em datas e momentos que para sempre nos marcaram.

Bud Spencer faz-me viajar (a mim e a muitos nascidos em setentas e antes) até uma infância despreocupada recheada de brincadeiras de verão, de muitos instantes passados em frente a uma ( e quando escrevo uma é mesmo uma, pois ainda não havia o luxo do consumismo de agora) televisão que só tinha dois canais (sem comando) e esses dois singelos canais nos presenteavam com tanta série e tanto filme e nesses filmes não faltavam as aventuras desse bom gigante, muitas vezes emparelhado com o seu fiel companheiro Terence Hill.

Bud Spencer era uma espécie de super-herói, justiceiro sem capa que tudo resolvia na base de distribuição de estalos de mão aberta e socos na cabeça.  Com cada “bilhete” distribuído o problema ficava solucionado e os maus da fita que operavam sempre em bandos ficavam apanhar os dentes do chão ou então fugiam a sete pés deste gigante do tamanho de uma montanha.

O que não sabíamos ou nem pensávamos sobre isso é que havia muito mais para além da faceta do bruto que resolvia tudo a distribuir “cargas de lenha”, que aquele “Banana Joe” não era só músculo, mas um ser humano que viveu a sua vida em pleno com várias conquistas em vários campos tão diferentes uns dos outros. Não sabíamos sequer que o Bud, ou melhor Carlo Pedersoli, sabia falar Português fluente, ah pois é!

Foi um dos mais jovens estudantes universitários de Itália, começando por química e acabando por tirar o curso de direito. Foi nadador olímpico e campeão de natação (sete vezes), tornando-se o primeiro italiano a nadar os 100m freestyle em menos de um minuto. Foi ainda piloto profissional,compositor de músicas folk e pop napolitanas, um apaixonado por filosofia, escritor e um inventor detentor de 12 patentes.

Apesar de ter apenas 28 anos de idade em espírito, infelizmente o corpo de 86 anos do Bulldozer resolveu que era hora de terminar uma vida tão preenchida e grato nos deixou. Para sempre ficam as memórias, os filmes, as gargalhadas e um vazio na melancolia da nossa infância com se um parente distante mas ainda assim querido nos tivesse deixado…



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