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Buraka Som Sistema @ Coliseu do Porto

Da Buraka para o Coliseu, a banda luso-angolana veio apresentar o seu mais recente álbum "Komba".

“Viver cada dia como se fosse o último” e “a melhor festa das nossas vidas acontece depois de morrermos” são as principais definições de “Komba”, nome que foi dado ao mais recente trabalho dos Buraka Som Sistema (lançado no passado dia 24 de Outubro em Portugal).

A banda luso-angolana, após a passagem pelo Coliseu de Lisboa no dia 10, apresentou-se no Coliseu do Porto no dia 19 de Novembro e, apesar de ter um Coliseu um pouco despido, não tiveram preconceitos e foram fieis a si próprios, ou seja, enérgicos, e com uma carga visual e sexual sempre fortes.

O warm-up para o concerto ficou a cargo de um dos DJs da Cidade FM, que meteu desde logo o público a mexer. Contudo, não foi até o abrir do pano e as luzes começarem a piscar que a multidão deu os primeiros gritos de euforia. Nos ecrãs laterais do palco surgem pulsações, como se estivessem a sentir a ânsia do público, e vemos Lil’John já pronto a dar música ao Coliseu. Seguiram-lhe a dupla Riot e Fred que, na dupla bateria, fizeram com que o chão do Coliseu começasse a tremer, mas foi na altura em que Conductor, Kalaf e Blaya debitaram as primeiras palavras que o Coliseu foi, pela primeira vez, ao rubro. A entrada com o já conhecido «Hangover (BaBaBa)», do novo álbum, colocou toda a gente a saltar e foi logo um presságio de que se iria assistir a um grande concerto.

À medida que o concerto se foi desenrolando, Kalaf ia incentivando o público a viverem cada dia como se fosse o último e, devido às batidas electrónicas que Lil’John ia mandando, a energia das baterias de Riot e Fred e os movimentos sensuais de Blaya, o público ia transpirando, gritando e revivendo alguns dos maiores sucessos dos Buraka, como «Yah!», «IC 19», «Kalemba (Wegue Wegue)» ou «Sound of Kuduro».

Como era de esperar, o álbum “Komba” ainda não estava muito interiorizado pelo público portuense mas Kalaf e companhia fizeram questão de o mostrar ao Coliseu com músicas como «Eskeleto», «Candonga», «Voodoo Love» e «Komba».
Pelo meio, houve tempo de as tradicionais vinte meninas subirem ao palco para dançarem com a banda (sendo que, como é também habitual, foram bastantes mais), e ainda houve espaço para um rapaz ter subido ao palco para dançar um pouco com Blaya, e depois sozinho, sem a t-shirt, algo que agradou a algumas das meninas que se fizeram ouvir na plateia.

A terminar o concerto, tempo ainda para Conductor e Kalaf refrescarem o público com jactos de água antes de voltarem, no encore, para tocarem, novamente, «(We Stay) Up All Night», música que é o segundo single do álbum “Komba”, despedindo-se com um “a after-party segue-se no Plano B”.

O Plano B encontrava-se bem composto, numa altura em que muitos aguardavam a chegada dos membros dos Buraka Som Sistema. A noite durou até às sete da manhã, sempre muito agitada com a presença de Buraka djs, Monsta Sounds, Twin Turbo e André Granada.

Nos últimos cinco anos, o som dos Buraka Som Sistema mudou consideravelmente mas, no entanto, não se pode dizer que tenha melhorado ou piorado, simplesmente continuam a provar que a inovação que os caracteriza e a fusão com as raízes africanas continuam a dar muitos frutos.

Galeria fotográfica por Mariana Inácio aqui.



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