Cabeças no Ar

O álbum que virou musical.

A transposição do projecto musical “Cabeças no Ar” para os palcos do Teatro São Luiz dá-se no próximo dia 18 de Janeiro, para escolas, e dois dias depois para o público em geral, mas não conta com nenhuma participação dos membros que gravaram o CD. A peça estará em cena até 20 de Fevereiro e foi idealizada por Carlos Tê, eterno companheiro de Rui Veloso.

As canções que se vão ouvir serão as mesmas que Tim, Jorge Palma, Rui Veloso e João Gil interpretaram, mas o propósito do musical é outro. A peça terá como actores Marco d’Almeida, Paula Fonseca, Pedro Wilson e outros 20 jovens com idades entre os 13 e os 20 anos seleccionados por casting, efectuado em instituições como a Casa Pia de Lisboa e a Casa do Gaiato, entre outras.

A história passa-se numa escola secundária que ocupa o último lugar do ranking nacional, algures na periferia duma grande cidade. “Cabeças no Ar” conta as alegrias e tristezas, as aventuras e desventuras de Olívia, Sara, Jesus, Vilela e Orlando, cinco jovens em idade escolar que facilmente nos transportam para um lugar-comum.

Orlando-de-vez-em-quando vai lá porque gosta de estar com os colegas. Mas não vai às aulas, fica sozinho no recreio. O jardineiro interessa-se pelo seu caso e apresenta-o ao “concílio de jardineiros supremos” que decidem intervir. A estratégia escolhida é fazê-lo descobrir o primeiro amor e, ao mesmo tempo, causar-lhe um enorme espanto, através do envio de um professor de português meio louco. Isto, para evitar que Orlando se torne mais um número das estatísticas do abandono escolar precoce.

O cenário da peça será um painel de 22 metros de comprimento e três de altura todo “grafitado”. A ideia é criar um cenário o mais real possível, uma vez que a acção se desenrola numa escola problemática do ensino secundário. A peça tem inúmeros cenários que tanto remetem para o interior de uma sala de aula como para um exterior cosmopolita e suburbano.



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