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Call of Duty: Black Ops 4

Três em um = o melhor Black Ops de sempre.

Não deixa de ser estranho jogar uma edição de “Call of Duty” sem uma campanha “tradicional” de single player mas na realidade esta nova edição de “Black Ops” espelha a realidade dos FPS’s. Existem três grandes modos de jogo – Zombies; Multiplayer (os diversos modos de jogo já conhecidos pelos fãs de Call of Duty) e Blackout (Battle Royale) – dez especialistas/classes por onde escolher e uma enorme aposta na customização, sempre tendo como pano de fundo a fluidez e rapidez que esta série de Call of Duty já nos habituou.

Não existindo campanha existe a necessidade de introduzir um novo jogador às mecânicas do jogo para que não seja carne para canhão ao entrar no primeiro lobby multiplayer. Este tutorial é efetuado através de mini-histórias sobre cada especialista que na realidade deixam muito a desejar. Contudo este jogo não foi criado com o objetivo de ter uma história e narrativa imersiva e detalhada. Quem joga BO4 quer dar tiros, matar inimigos e ganhar jogos e é exatamente para isso que os tutoriais estão criados, permitindo ter um overview de cada um dos especialistas de forma a que o jogador possa escolher aquele(s) que mais se adequam à sua forma de jogar.

Para ficarem a conhecer melhor cada uma destas personagens sigam os link em baixo retirados da Call of Duty Wikia:

Multiplayer

Mantendo a rapidez e fluidez do antecessor, a vertente multiplayer de BO4 sofreu algumas alterações para melhor. Felizmente já não possível correr nas paredes e a regeneração de vida deixou de ser automática sendo necessário utilizar um Kit (não é necessário estar parado). O gameplay foi desenvolvido para que os jogadores possam tirar partido das características de cada um dos especialistas. Cada equipa não poderá ter especialistas duplicados obrigando assim, na vertente mais competitiva do jogo, a uma escolha tática mais cuidada. Os diferentes loadouts e customizações conferem ao jogo uma fantástica vitalidade e longevidade. De todos os modos existentes o mais interessante é claramente “Control” onde o objetivo é atacar/defender/manter áreas pré-definidas no mapa.

O único reparo a fazer ao Multiplayer de Black Ops 4 é o irritante “Spawn kill” que poderá acontecer com alguma frequência em determinados momentos de um jogo. Este tema tem sido bastante comentado nos fórums dedicados ao jogo e provavelmente uma correção será implementada de forma a diversificar a localização do spawn da equipa.

Zombies

Já passaram 10 anos desde que este modo surgiu pela primeira vez no “Call of Duty”. O prazer de arrancar cabeças ao balázio a zombies continua intacto e a fluidez deste modo torna-o numa das experiências FPS mais divertidas do ano. A ideia é simples: sobreviver o maior tempo possível. Para isso os jogadores têm ao seu dispor armas, poções e utensílios espalhados no mapa que são essenciais para a sua sobrevivência. Com o passar do tempo os Zombies vão sendo cada vez mais e mais duros pelo que é necessário também ir melhorando o arsenal para sobreviver. Os companheiros têm um papel fundamental porque são eles que vão revivendo por isso é importante estar sempre relativamente perto à tua equipa e cada incursão à procura de loot deverá ser efetuada com cuidado porque o mais certo é acabar rodeado de seres sedentos pelo teu sangue.

Blackout

A popularidade de jogos como Fortnite e PUBG deram a conhecer um novo modo de jogo para os amantes de FPS – Battle Royale (o nome do género é tirado do romance japonês Battle Royale). Para quem não sabe este modo de jogo mistura elementos de exploração, sobrevivência, e procura de equipamentos e de armas, tendo como objetivo eliminar os outros oponentes enquanto evitam ficar presos fora de uma “área segura” que encolhe com o tempo. O último vivo vence.

A experiência de Battle Royale de Black Ops 4 é a melhor implementação deste modo. Para além de tirar partido do motor de jogo de Call Of Duty, “Blackout” dá maior foco à acção não tornando as partidas demasiadamente monótonas e longas.

 

Conclusão

Todos os anos existe muita expectativa quando uma nova edição de Black Ops é anunciada. Black Ops 4 “corrigiu” muitos dos problemas do seu antecessor (como por exemplo a possibilidade de andar pelas paredes), aumentando também o “Time to Kill” e disponibilizando um conjunto de customizações que vão aumentar a longevidade do jogo. O jogo continua a ser frenético e muito futurista o que para alguns poderá ser um ponto negativo mas que a mim me parece adequado para esta série. A quase não existência de campanha single player foi colmatada pela melhor experiência de Battle Royale alguma vez criada num jogo e o modo Zombie continua a ser bastante exigente e divertido.

“Call of Duty: Black Ops 4” é uma excelente sequela e vai agradar a todos os fãs da série e fãs de FPS de uma forma geral. Compra obrigatória. Para jogadores com menos skill a curva de aprendizagem poderá ser íngreme o que poderá levar a algum desespero e frustração, nomeadamente nas versões de consola. A decisão de compra terá que ser bem avaliada e terá que ter em consideração a disponibilidade de tempo que se pode dedicar ao jogo.

 



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