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Call of Duty: WWII | Primeiras Impressões

Um regresso ao passado glorioso dos shooters.

Assim que entrei na Beta privada de Call of Duty: WWII, houve algo que me disse: “Isto é capaz de funcionar…” Depois de Advanced Warfare e Infinite Warfare, com robôs, saltos disparatados e combates com armas futuristas no espaço, o regresso às origens da série, sob o tema da Segunda Guerra Mundial, pode ser mesmo aquilo de que a série precisava para voltar à mó de cima.

Afinal de contas, o que os veteranos da série Call of Duty pediam era que os criadores voltassem a colocar os jogadores com os pés na terra, que regressassem a uma jogabilidade mais simples, menos espalhafatosa e que, por consequência, fosse mais divertida. Para todos os efeitos foi isso que a série perdeu nos últimos tempos: a diversão em close quarters. A série, apesar de todo o espetáculo de ficção científica em que caiu, perdeu fãs pela monotonia do seu modo multijogador, o aborrecimento instalou-se e os jogadores viraram-se para a concorrência.

Um factor que parece ter sido remendado com Call of Duty: WWII já que as partidas multi-jogador, durante a Beta privada, têm sido incrivelmente divertidas, sobretudo no modo WAR que vem quebrar ligeiramente com os close quarters habituais da série e proporciona encontros por fases em que objectivos têm que ser capturados para passar para a fase seguinte do mapa, com duas equipas divididas entre ataque e defesa. O jogo corre lindamente na PlayStation 4, onde pudemos experimentar a Beta em antecipação, e a jogabilidade é suave. Para uma Beta privada, acabada de chegar aos jogadores, toda a nossa experiência durante este fim-de-semana foi extremamente polida e sem qualquer tipo de percalço que costuma ser habitual neste tipo de eventos. A experiência áudio é igualmente prometedora, funcionando de forma exímia e realista ao recriar o ambiente da Segunda Guerra Mundial.

Ao nível das opções disponíveis para as armas, a verdade é que ainda não existem muitas disponíveis nesta fase para testarmos. No entanto, as que estão na Beta parecem todas ser opções viáveis e não notámos que existisse uma determinada arma que se superiorizasse ou o contrário em relação às restantes. E isso é bom. Afinal de contas, qualquer jogo multi-jogador terá de viver do equilíbrio naquilo que oferece aos jogadores para os manter felizes e satisfeitos com a competição que lhes proporciona. A jogabilidade parece por isso mais virada para a capacidade dos jogadores e menos propícia ao descarregamento de cartuchos inteiros de forma aleatória como acontecia com Infinite Warfare. Os mapas, por sua vez, parecem mais pequenos e acima de tudo mais lineares. Algo que propicia encontros mais interessantes e obriga a abordagens mais inteligentes por parte dos jogadores. Os ambientes em ruínas de raids aéreos, em trincheiras e em campos de batalha marcam o ambiente da Segunda Guerra Mundial, pelo menos no que pudemos testar e a reprodução histórica para reproduzir a imersão nos jogadores parece ser bastante fiável.

Uma última palavra para o sistema de classes que Call of Duty pretende implementar. Um sistema completamente personalizável e que permitirá aos jogadores equipar, em qualquer uma delas, todo o tipo de armas e equipamento. Não obstante, parece-me que manter o tipo de funcionalidade para que cada classe foi produzida será uma jogada inteligente, já que manterá o jogador sempre com todo o tipo de opções abertas para cada tipo de situação que enfrenta.

O regresso ao passado para Call of Duty parece ser um verdadeiro passo em frente também para um regresso ao género shooter mais primitivo, com menos facilitismo para os jogadores mas que também lhes proporciona melhores experiências. Vamos ver o que ainda nos reserva o que resta do desenvolvimento de Call of Duty: WWII mas, para já, esta pequena espreitadela para o seu modo multijogador parece bastante prometedora.



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