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Calvin Klein

por Italo Zucchelli

Italo Zucchelli é o director criativo da linha de homem da Calvin Klein. Tendo sempre em mente a ideia dos materiais tecno, do futuro e das linhas simples, o designer de origem italiana continua a disparar os looks masculinos mais limpos e suaves das passerelles mundiais.

Calvin Klein aparece redescoberto pela necessidade de reformular algo na moda dos anos 90, os desenhos impossivelmente simples voltam às páginas das revistas de moda e as primeiras linhas do criador americano ganham um novo destaque a influenciar os consumidores masculinos de roupa e estilo. O mestre das linhas clean torna completamente apetecíveis todas as peças das colecções. Na primavera de 1997, a palette de cinzas conjugada com azul-gelo e as peças delicadas em pele, blusões e malhas ultra-leves a par com os fatos de corte direito, deixam a liberdade necessária à audiência de moda para coordenar e acrescentar elementos.

O minimalismo da marca pode sempre ser visto como uma forma de limpar um certo ruído que estaria instalado nas imagens de moda, embora um dos objectivos alcançados pelos consumidores através da Calvin Klein fosse o de ganhar uma enorme lufada de ar fresco no seu próprio estilo. O poder da marca enquanto negócio pode ser esquecido por alguns momentos, ficaríamos com o poder da marca como inspiração. Hoje, Italo Zucchelli respeita um certo vocabulário criado por Klein na roupa de homem.
The Human League, Japan e os Joy Division estavam na lista de bandas que Italo Zucchelli ouvia enquanto adolescente. A música influencia a moda, muito pela vontade de artistas – como Ian Curtis para o minimalismo – marcarem algum statement através das roupas.

Segundo o actual designer da primeira linha masculina da Calvin Klein: ‘quando eu tinha 16 anos comecei a comprar revistas de moda e a seguir as tendências dos designers, também estava muito interessado na nova música. Nessa altura muitas das bandas que eu ouvia estavam a experimentar com as roupas e foi aí que me apercebi que a moda era algo em que queria estar mais envolvido.’

Depois de ter estudado arquitectura na Universidade de Florença resolveu seguir um percurso académico específico de moda. Antes de ser um pilar da Calvin Klein, trabalhou com Romeo Gigli e alcançou dois anos como designer das colecções masculinas Jil Sander.

Italo Zucchelli acaba sempre por adicionar um certo edge às roupas – já tivemos leggings finas para homem e agora tops com estrutura fora do corpo mas exibindo o estômago – sendo que a pureza das linhas Calvin Klein mantém-se sempre.

Para esta Primavera 2011, Italo pensou num homem moderno, sofisticado e masculino, a colecção introduz um ligeiro ingrediente gráfico a cortar a simplicidade dos tecidos lisos. Os materiais revelam texturas, muitas vezes multi-dimensionais, as bases de algodão transformam-se em aspectos high-tech muitas vezes brilhantes, através de sprays, lavagens e descolorações. O airtex tem o seu lugar, um tecido que conhecemos do equipamento desportivo. As cores revelam tons naturais que te transportam para os verdes mais marítimos, azuis profundos ou petróleo, toda gama de beges até ao castanho revelam uma conjugação da natureza com a construção das peças que inclui os cortes a lazer.

Os sapatos são de estrutura desportiva com bases injectadas em formas quase aerodinâmicas. Segundo o próprio Italo, ‘estamos num momento muito interessante para a roupa de homem, os homens nunca estiveram tão conscientes daquilo que lhes é necessário, e também do mercado em geral.’ Para si próprio Italo incorpora os ideais que transporta para as colecções, ‘eu gosto de estar confortável mas tenho de incluir um elemento de elegância definida acerca daquilo que tenho vestido.’

O minimalismo é uma questão chave quando se fala de Calvin Klein. Segundo uma questão colocada a Italo Zucchelli, o designer afirma que ‘a intemporalidade e o modernismo são a essência do minimalismo, por isso ele contém os elementos que continuam a ser relevantes e que nunca desaparecem. O minimalismo permanece contemporâneo e por isso continua a ser reinterpretado.’



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