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Capitão Falcão

Conversa com João Leitão, autor e realizador da série apresentada na sessão de abertura do MOTELx.

A sessão de abertura do MOTELx com “The Troll Hunter”, e presença de um dos actores principais, teve mais uma vez direito a casa cheia. Desta vez, o MOTELx brindou os seus espectadores com uma surpresa, a exibição do episódio-piloto da nova série “Capitão Falcão”, escrita e realizada com João Leitão. A RDB esteve à conversa com ele.

Como surgiu a ideia para esta série?

É sempre difícil lembrar-me. Na verdade, é uma mistura de influências e vontades suprimidas que ficaram a marinar na cabeça até um dia ser obrigado a metê-las em papel para não ficar maluco.

A série original do Batman, o Green Hornet, o sucesso online do Italian Spiderman e a melhor série televisiva da década – Garth Marenghi’s Darkplace – foram as maiores inspirações criativas.

Mas acima de tudo surgiu de uma vontade enorme de gozar com coisas sérias.

Como foi reunir a equipa, uma vez que dizes não ter apoios estatais e ser ainda um episódio piloto?

Foi exactamente como no “Mundo Catita”, a minha anterior série de televisão. E digo isso a todos os níveis porque 90% da equipa é a mesma.

Mas quando digo que não tivemos apoios não quero dizer que não tenha existido um esforço financeiro grande.

Investimos o nosso próprio dinheiro para fazermos as coisas com toda a liberdade criativa possível. Acho que é um ponto de partida justo para qualquer negociação com um canal de televisão ou distribuidor. O primeiro investidor é sempre o mais difícil de arranjar… por isso nem sequer tentámos.

Basicamente investimos em nós próprios e esperamos com isso provar a nossa confiança na série ao ponto de inspirar compradores e co-produtores.

Como surge a produtora “Individeos”? E por quem é constituída?

A produtora é constituída por quatro sócios – João Leitão, Pedro Leitão, Manuel Barbosa e Mário Costa – e foi inaugurada com a série “Um Mundo Catita”, que começou – assim como o Capitão Falcão – como um investimento 100% nosso. Eventualmente a série foi parar à RTP e mais tarde à SIC Radical.

Para ser sincero as nossas motivações hoje em dia são muito diferentes das iniciais. Mas uma coisa tem-se mantido sempre: uma vontade enorme de fazer ficção memorável. A última coisa que quero é que algo nosso seja medíocre e passível de ser esquecido.

O que achas que vai atrair futuros compradores?

A recepção no MOTELx foi explosiva. Estreámos em completa surpresa para um S. Jorge cheio de pessoas que não sabiam o que esperar. Pessoas de todas as idades e inclinações… e todas se riram do início ao fim, inclusivé crianças!

Eu acredito que o Capitão Falcão é algo transversal a toda a sociedade portuguesa. É uma série que pode ser vista por qualquer pessoa de maneiras diferentes. De certa maneira a série em si é toda ela um punchline. E o setup da piada… é ser português. O nosso público-alvo são 10 milhões de pessoas e estou convencido que isso é muito valioso.

De forma sucinta, como caracterizas a evolução da ficção em Portugal?

Acanhada.

Alguma mensagem que queiras deixar?

O nosso trailer está disponível em www.capitaofalcao.com e se querem saber mais notícias sobre o projecto basta espreitar no site da Individeos de vez em quando em www.individeos.com.

Também ouvi dizer que o Capitão Falcão agora tem uma página de Facebook. É capaz de se passar algo por lá.



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