Carlos Paredes

O ciclo “Cinema Para Carlos Paredes”, que reúne filmes com música do autor, poderá ser visto na Cinemateca de Lisboa.

Respondendo a uma proposta do projecto “Movimentos Perpétuos”, cuja vocação é a de tornar acessível a obra de Carlos Paredes, “Cinema Para Carlos Paredes” reúne filmes com música do artista – e que, em alguns casos, dela se tornaram indissociáveis como “Os Verdes Anos” ou “Mudar de Vida”, de Paulo Rocha – os documentários sobre o músico de Alain Jomy e Fernando Matos Silva e as seis curta-metragens expressamente realizadas para os “Movimentos Perpétuos”.

Na abertura do Ciclo, antecedendo a projecção de “Os Verdes Anos”, Isabel Ruth interpretará o tema do filme, acompanhada pelo Quinteto de Cordas Lusitania.

A sessão de apresentação das curta-metragens dedicadas a Carlos Paredes terminará com uma mesa redonda dos seus realizadores.

Na semana seguinte à sua exibição em sala, as seis curta-metragens serão mostradas na Sala 6×2 (de 16 a 21 de Fevereiro).

Para os interessados fica aqui toda a programação:

OS VERDES ANOS de Paulo Rocha
com Isabel Ruth, Rui Gomes, Ruy Furtado, Paulo Renato
Portugal, 1963 – 85 min

“É a história da iniciação de dois jovens provincianos nos problemas da cidade e do amor” (Paulo Rocha). O primeiro filme de Paulo Rocha é um olhar sobre Lisboa, desencantado, terno e amargo. O filme que, juntamente com “Belarmino”, de Fernando Lopes, marca o arranque do Cinema Novo Português e o começo de uma nova geração de actores e técnicos do cinema português. É também indissociável do tema original de Carlos Paredes, na sua primeira composição para cinema.
Sala Dr. Félix Ribeiro, Segunda-Feira, 2 de Fevereiro às 21.30

AS PINTURAS DO MEU IRMÃO JÚLIO de Manoel de Oliveira
Portugal, 1965 – 16 min

HELLO JIM! de Augusto Cabrita
Portugal, 1970 – 13 min

POUR D. CARLOS de Alain Jomy
Portugal, 1990 – 44 min

Dois filmes com música de Carlos Paredes (AS PINTURAS DO MEU IRMÃO JÚLIO e HELLO JIM!) e um filme sobre o músico (POUR D. CARLOS). No filme de Oliveira, é o próprio José Régio quem apresenta os quadros do seu irmão, Júlio (Saúl Dias). Neste singular filme, a pintura é investida de um papel revelador, num efeito de transfiguração trazida pelos poemas de Régio e pela música de Paredes. HELLO JIM!, produzido por Baptista Rosa e vencedor do prémio Paz dos Reis em 1970, tem como título alternativo, TURISMO: CAMINHO PARA PROFISSÕES NOVAS. POUR D. CARLOS, de Alain Jomy, traça um interessante retrato de Carlos Paredes e da sua relação com a cidade de Lisboa.
Sala Luís de Pina, Quarta-Feira, 4 de Fevereiro às 22.00

MUDAR DE VIDA de Paulo Rocha
com Geraldo del Rey, Maria Barroso, Isabel Ruth
Portugal, 1966 – 93 min

A segunda longa-metragem de Paulo Rocha, onde ecoa em surdina a guerra colonial, com a história de um homem que regressa ao País e se reencontra dificilmente com a sua aldeia natal, por onde também passam sinais de um desejo de mudança. Mudança de vida, mudança de cinema. De novo, um fortíssimo retrato de todo um país e de um tempo, numa obra que convida incessantemente a novas visões e avaliações. De novo, a música de Carlos Paredes num filme de Paulo Rocha.
Sala Dr. Félix Ribeiro, Sexta-Feira, 6 de Fevereiro às 19.00

FADO CORRIDO de Jorge Brum do Canto
com Amália Rodrigues, Jorge Brum do Canto, Adelina Rodrigues, João Guedes, Isabel de Castro
Portugal, 1964 – 122 min

FADO CORRIDO parte da obra de David Mourão Ferreira Agora: Fado Corrido, junta fados de Amália e solos de Carlos Paredes. A história de amor, ciúme e fatalidades, desenvolve-se em torno de um triângulo amoroso composto por um fidalgo marialvista, uma fadista, e o rapaz por quem ela deixa o fidalgo.
Sala Luís de Pina, Sábado, 7 de Fevereiro às 19.30

HISTORIAS MÍNIMAS de Carlos Sorin
com Javier Lombardo, Antonio Benedictis, Laura Vagnoni, Enrique Otranto
Argentina, 2002 – 94 min / legendado em português

Três personagens – D. Justo, Roberto e Maria Flores, esta última acompanhada da filha bebé – viajam separadamente pelas estradas solitárias da Patagónia, milhares de quilometros ao sul de Buenos Aires. As suas histórias e sonhos cruzam-se no cenário deserto da Patagónia. O elenco é quase totalmente não profissional. Surpreendentemente, encontramos num filme recente argentino a música de Carlos Paredes.
Sala Luís de Pina, Sábado, 7 de Fevereiro às 22.00

CARLOS PAREDES: CRÓNICA DE UM GUITARRISTA AMADOR de Fernando Matos Silva
Portugal, 1999 – 55 min

Produção da Fábrica de Imagens e da RTP, CARLOS PAREDES: CRÓNICA DE UM GUITARRISTA AMADOR traça um retrato do percurso de Carlos Paredes através de testemunhos de muitos dos seus colaboradores, admiradores e amigos. Os depoimentos cruzam-se com imagens de arquivo do próprio Carlos Paredes, fotografias, excertos de gravações de espectáculos e também do filme de Paulo Rocha OS VERDES ANOS.
Sala Luís de Pina, Quarta-Feira, 11 de Fevereiro às 19.30

ABRAÇO DO VENTO de José Miguel Ribeiro
Portugal, 2004 – 2,30 min

GUITARRA COM GENTE LÁ DENTRO de Edgar Pêra
com Johnny Gomez, Marina Albuquerque, Miguel Borges, Carla Bolito
Portugal, 2003 – 13 min

RX de Rita Nunes
Portugal, 2003 – 2’57 min

S/TÍTULO de DJ VHS
Portugal, 2004 – 3’23 min

CANTO DE AMOR de João Nuno Pinto
Portugal, 2003 – 1’25 min

MÚSICAS PARA CARLOS PAREDES de Pedro Sena Nunes
Portugal, 2003 – 13 min

“Seis jovens realizadores registaram em curtas-metragens o seu presente para o músico”. Assim são apresentados pelos Movimentos Perpétuos os trabalhos realizados, a convite da Associação, por José Miguel Ribeiro, Edgar Pêra, Rita Nunes, DJ VHS, João Nuno Pinto e Pedro Sena Nunes, reunidos nesta última sessão do Ciclo “Cinema para Carlos Paredes”.

A abrir, Abraço do Vento, o filme de animação de José Miguel Ribeiro, na sua primeira apresentação pública. GUITARRA COM GENTE LÁ DENTRO, “filme da Grande Saga Sudwestern”, parte da voz de Paredes, em discurso com o público do auditório Carlos Alberto (1984), e da música de Tó Trips-Dead Combo (editada no CD de homenagem a Paredes), cruzando os universos do western e do fado. RX evoca, num curioso registo, a profissão de Paredes como radiologista do Hospital de S. José. CANTO DE AMOR centra-se num plano único para a interpretação, por uma bailarina, do tema musical com o mesmo título. MÚSICAS PARA CARLOS PAREDES segue a música e as palavras de Paredes, juntando às imagens a intromissão gráfica de palavras de Paredes. A meio da sessão, S/TÍTULO resulta da preparação para esta sessão do trabalho de DJ VHS, um trabalho de “vídeo sampling”, já apresentado em actuações ao vivo e agora proposto em formato de curta-metragem como “experimentação visual, por vezes de sentido alheio e fugaz, mas de intenções bem marcadas”.

Sala Dr. Félix Ribeiro, Sexta-Feira, 13 de Fevereiro às 21.30



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