CatPeople

Vão estar dia 17 no Festival Paredes de Coura. Antes, a RDB apresenta a banda espanhola em entrevista exclusiva.

Vêm de Barcelona e são um dos mais entusiasmantes grupos espanhóis da actualidade. A sonoridade recupera alguns vestígios do pós-punk assimilada em modelos actualmente praticados por gente como Interpol (comparação inevitável) ou Film School. As influências da banda, contudo, vão bastante além disso, com menção para projectos tão celebrados como os The Divine Comedy ou os Nine Inch Nails.

Agora, e antes da estreia em Portugal integrados na edição 2006 do Festival Paredes de Coura, os CatPeople apresentam à RdB o álbum “Reel # 1”. Mas não só – aproveitam e discorrem sobre a actual Espanha musical, a interligação entre diversas formas de arte ou a relação banda – editora.

Como é que surgiu CatPeople, a banda?

Formámo-nos em Vigo (Galiza) há 4 anos atrás. Alguns de nós começámos, entretanto, a estudar cinema em Barcelona. Depois, o resto da banda mudou-se para a cidade para escrever e gravar o nosso disco de estreia “Reel # 1”.

Como é que surgiu esse interesse pela música? Vocês são todos fãs de outro tipo de artes, adeptos da complementaridade artística…

Acho que é um bocado impossível de dizer quando é que o gosto pela música surgiu realmente. Um dia chegas à conclusão que compraste uma guitarra e que estás a tocar com 3 gajos, planeando criar algo chamado CatPeople. Hoje em dia a música não é somente música mas está também ligada ao visual de uma banda (fotografia), aos telediscos (cinema) – as pessoas gostam de ver como são os membros de uma banda. Acho que quando tens dinheiro é óptimo complementares a tua música com bons telediscos e fotos. Infelizmente, hoje em dia, a aparato visual é quase tão importante quanto a música de uma banda.

“Reel # 1” – de onde surge o título?

Após ouvir cada faixa do disco, chegámos à conclusão que havia diferentes emoções, sentimos que o disco aproximava-se mais de um imaginário fílmico do que propriamente de um disco de estreia de uma banda. “Reel # 1” começa e termina com o som de um projector de cinema, isto com o intuito de as pessoas imaginarem o seu próprio filme.

Como é que surgiu a Pupilo [editora de “Reel # 1”] no vosso percurso?

A Pupilo pareceu sempre a editora mais interessada na nossa demo. Temos uma boa relação com a editora desde que os conhecemos, provavelmente devido ao facto de ser uma editora independente, com pessoas a trabalhar pela paixão pura à música.

Vocês são descritos por algumas vozes como os “Interpol de Espanha”. Como é que lidam com uma descrição como esta?

Acho que quando as pessoas não têm cultura musical suficiente elas podem de facto pensar em nós como os Interpol de Espanha. Contudo, temos imensas influências dos anos 80, de bandas como os Chameleons, os U2 do começo, Depeche Mode, Echo and The Bunnymen, Joy Division, etc. Interpol é uma banda que respeitamos mas não pensamos neles como a nossa namorada.

E o cenário musical de Espanha, como o vês actualmente?

Espanha é um país com má cultura musical e as coisas por aqui não resultam com bandas que cantem em línguas que não o Espanhol. Acreditamos, por exemplo, que podemos ter mais sucesso noutros países do que no nosso. A cena independente espanhola não é profissional porque há um grande número de bandas cuja música é francamente pobre. Nós queremos mudar isso. Neste momento estamos a promover o disco de estreia na Europa e na América [17 de Agosto no Festival Paredes de Coura], mas temos já umas ideias para canções a integrar um novo disco de originais.



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