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Cécilia Rouaud

A simplicidade de um talento em entrevista

Cécilia Rouad, jovem realizadora francesa, falou à RDB de “Je me suis fait tout petit”, sua primeira longa-metragem, que estreou em Lisboa na 13ª festa do Cinema Francês e da sua colaboração com Cédric Klapisch (“L’auberge espagnole”, “Les Poupées russes”).

“Je me suis fait tout petit”, conta a história de Yvan (Dénis Menochet), alguém que ficou preso num momento que o impede de recomeçar, até ao encontro com a bela Emmanuelle (Vanessa Paradis). O filme transmite-nos uma simplicidade que nos toca, famílias que se desfazem, relações que começam, uma realidade similar à de muitos de nós, numa sociedade que se reinventa a si própria e aos seus modelos familiares outrora instituídos.

Cécilia Rouad mostra-nos uma perspectiva interessante sobre o universo familiar, os sentimentos, as desilusões amorosas de uma forma leve, natural e consistente.

“Inspirei-me na música «Le Modeste» de George Brassens, um conhecido cantor francês, que conta a história de um homem que não quer mostrar ao mundo como é bom, afável, porque sente-se constrangido, vulnerável, e eu quis escrever sobre alguém assim e o que aconteceria se já não pudesse continuar a esconder a sua personalidade.” explica a realizadora sobre como se inspirou para criar a personagem Yvan.      

“Para a criação do argumento baseei-me na minha vida pessoal pois vivi uma história parecida com a do protagonista e quis falar sobre a minha experiência, que a considero muito rica. Ele tem uma aparência muito forte e dura mas por dentro é como um miúdo, o que é muito raro em França. A maioria dos actores são muito magros e têm um aspecto mais frágil. Quando o vi soube que ele era a pessoa certa”, comenta sobre donde partiu a inspiração para a história e porque escolheu Dénis Menochet para interpretar o protagonista.

Em relação à escolha de Vanessa Paradis, diz-nos que, “escolhi-a porque acho-a graciosa, mas achava que ela não ia aceitar porque era o meu primeiro filme e ela é uma estrela tão famosa. Enviei-lhe o guião através do seu agente e ele disse que ela poderia estar interessada. Encontrámo-nos e a primeira coisa que ela disse foi “eu quero fazer este filme contigo”. E foi tão fácil trabalhar com ela, porque tanto eu como ela queríamos algo simples, tudo correu bem.”

A sua colaboração com Cédric Klapisch surge porque, “fui sua assistente de realização no filme “Ma part du gâteau”. Ele é muito boa pessoa, gosta muito de comunicar com a sua equipa, adora os actores, é muito humano, vem sempre falar com todos no local de filmagens e confia no seu trabalho. Eu aprendi com ele que podes ser ao mesmo tempo uma boa pessoa e um excelente realizador.”

 



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