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Chasing Rabbits Record Store

Fomos conhecer a Chasing Rabbits Record Store. Um novo local em Lisboa para comprar um disco, um livro sobre música ou comer e beber algo.

Da próxima vez que passarem pelo Rato, em Lisboa, experimentem subir a Rua do Sol ao Rato. Do vosso lado esquerdo, mesmo antes do cruzamento onde tem início a Rua de Campo de Ourique, encontram  a Chasing Rabbits Record Store.

A Chasing Rabbits é uma loja de discos e muito mais. É um espaço em que dá prazer estar. Convida-nos a isso. Também podemos encontrar livros relacionados com música. E para além disto tudo ainda nos dá a oportunidade de comer ou beber qualquer coisa. Motivos mais do que suficientes para a Rua de Baixo ir conhecer o sítio e para conversar um pouco com o Bruno Brites, para descobrir como deu corpo a um sonho.

Uma das primeiras coisas que nos salta à vista é que, ao contrário de outros espaços que vendem discos, na Chasing Rabbits, estes não existem em grande quantidade e é evidente que existe um cuidado na selecção feita. “A ideia não é encher e não é ao acaso” conta-nos Bruno Brites, que procura estar sempre “um bocadinho preocupado com a selecção, o que também é um risco”, porque a selecção é muito sua e advém bastante da experiência que teve enquanto passava música.

Mas voltemos um pouco atrás. É que tudo tem uma história e a Chasing Rabbits não é excepção. O projecto nasce do zero, conta-nos, com a “ideia de juntar várias valências, uma delas a música e fazer um bocadinho a transposição do que era a partilha de música enquanto DJ, durante o dia e continuar essa partilha com as pessoas. Também há uma ligação com a área da restauração – os meus pais tiveram um restaurante – e eu cresci mais ou menos nesta área. Finalmente entra a área da publicidade. Já teve o seu tempo, trabalhei em design gráfico por volta de uns 12, 13, 14 anos mas houve uma altura em começámos a querer fazer outras coisas, a correr outros riscos e o bichinho da música já andava aí e foi a partir daí que se começou a tentar perceber se seria possível algum dia a abertura de uma loja de discos e de maneira é que isso era possível. Uma maneira de dosear o risco e tornar o espaço em algo mais do que uma loja de discos”.

Como em muitos outros aspectos torna-se mais fácil criar uma identidade a partir do momento em que se tem um nome. A alusão à canção de Jefferson Airplane salta desde logo à vista mas há mais do que simplesmente isso: “a ideia foi fazer aqui uma justaposição como a música foca muito aquele lado mais psicadélico do rock e que também alguma alusão às próprias drogas psicadélicas para um estado mais inerte. Esta coisa da procura dos discos acho que me fez sentido e poderia ser interessante esta coisa quase anestesiada da procura de um álbum mais difícil de encontrar ou um que nos apela muito ao coração”.

Desde a abertura até agora, a verdadeira surpresa “tem sido o contacto com as pessoas; as que moram aqui na rua ou as que passam e esse carinho tem sido muito interessante”. E são essas mesmas pessoas que vão demonstrando interesse no espaço e ajudando a perceber como é que o mesmo poderá crescer. “Já houve várias pessoas que nos perguntaram se temos jazz ou blues e até música clássica também, mas clássica eu acho que não me vou mesmo meter…quer dizer.. Se fizer sentido criar aqui outra energias, valências ou parcerias para fazer essa escolha musical, não fechamos a porta”. Para além disso há planos para ”dinamizar desde showcases, lançamento de livros ou fazer a intersecção com outras áreas como pintura ou escultura, para aproveitar o espaço, desde que não o desvirtue. Já tivemos algumas pessoas a perguntar se nós estávamos interessados ou não. Acho que há margem para fazermos isso e era interessante tornar o espaço numa área mais multicultural”.

A Chasing Rabbits está ainda a dar os primeiros passos mas já promete, e muito. A sugestão está feita. Agora, venham descobri-la. Não se arrependerão.

As fotos são do Instagram da Chasing Rabbits.



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