cineeco-2017

CineEco Seia

Tudo pode mudar: Oceanos, Clima e Economia é a proposta da edição 2017 do CineEco Seia, a ter lugar entre 14 e 21 de Outubro na cidade beirã. Inspirada numa das mais importantes obras sobre alterações climáticas, de Naomi Klein, o Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela contará com mais de 100 filmes em competição, oriundos de mais de 25 países.

O ponto de encontro para o CineEco Seia volta a ser a Casa da Cultura de Seia, que albergará uma vasta programação de longas, curtas, documentários, reportagens de televisão, a par de uma competição dedicada aos filmes lusófonos da região e um programa de sessões especiais. Considerado uma das mais importantes publicações sobre alterações climáticas, Tudo Pode Mudar: Capitalismo vs Clima de Naomi Klein aponta a linha inspiracional desta 23ª edição do CineEco Seia, defendendo a ideia de que é possível criar um sistema social e económico próspero que abrace a sustentabilidade. O conjunto de obras apresentadas propõem-se assim a questionar os limites da obsessão  pelo crescimento a curto prazo e os seus impactos na justiça, igualdade e crescimento social.

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Competição Internacional de Longas: vários olhares sobre um planeta em crise

Olhar os retratos sonoros das florestas equatorianas é a proposta de Coros do Anoitecer, o documentário de Nika Saravanja exibido no Visions du Réel. Acompanhando a viagem de David Monacchi, importante composito electro-acústico que se propôs a guardar a memória sonora da Amazónia, este filme assume-se como um retrato visual de um documentário sonoro, abordando com rara beleza o tema da extinção animal. O retrato da comunidade surfista, grupo activo na preservação ambiental, é a proposta de Ondas Brancas, de Inka Reichert, ao passo que em Rio Azul, de David McIlvride e Roger Williams, seguimos os lastros da indústria de moda, coniderada uma das mais poluidoras indústrias mundiais. Em Os Burros Mortos Não Temem Hienas juntamo-nos numa investigação sobre a expropriação de terras e seu impacto na vida das pessoas, seguindo a visão de Joakim Demmer sobre a forma como as terras agrícolas se transformam no novo ouro verde. Olhas tripartido em O Poder de Amanhã, de Amy Miller, que retrata os esforços de Gaza, na Colômbia e na Alemanha na luta contra as crises ambientais. Como Deixar o Mundo Seguir em Frente e Amar Todas as Coisas que o Clima não Pode Mudar?, título longo para a obra de Josh Fox, nomeado para o Óscar de Melhor Documentário em 2011, que a aplicar o seu estilo profundamente pessoal na investigação sobre as mudanças climáticas. No mesmo tema, A Idade das Consequências, de Jared P. Scott, questiona o impacto do ambiente na gestão de conflitos mundiais. Debaixo de água, seguimos os recifes à volta do mundo em Perseguindo Corais de Jeff Orlowski. No México exploramos os impactos na perda da biodiversidade causada pelo aquecimento global, em Nahui Ollin – Sol em Movimento, de Antonino Isordia, Teresa Camou, Carlos Armella, Sergio Blanco, Michelle Ibaven, Roberto Olivares, Eleonora Isunza Gutierrez e Gustavo M. Ballesté.

 

O CineEco 2017, é organizado como habitualmente pelo município de Seia sendo este ano reforçado pela valorização dos recursos naturais preconizada pelo Festival iNATURE Serra da Estrela e que estará bem patente as atividades paralelas do Festival, como nas comemorações que antecedem a semana do CineEco.

O CineEco é um dos mais antigos festivais de cinema de ambiente do mundo e integra a Green Film Network, uma plataforma de 40 festivais, da qual é igualmente membro fundador.



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